Argentina, no sufoco, creia!

AFP
AFP

Acredite se quiser: a Argentina de Messi e cia. bela acabou o jogo com as calças nas mãos diante da modestíssima Jamaica, que aplicou um sufoco dos diabos nos minutos finais de um jogo em que os argentinos tiveram pleno domínio no primeiro tempo, quando Higuaín fez o gol da vitória, em bola cruzada por Di Maria, e depois ficou ali cozinhando o galo.

Até que os jamaicanos resolvessem se atirar à frente, no segundo tempo, e criassem o maior embaraço ao grande favorito ao título da Copa América.

E Messi? Mal tocou na bola. Ainda no primeiro tempo, tentou algumas daquelas jogadas que o transformaram justamente no melhor do mundo. Mas, em vão.

Aliás, não consigo entender o que acontece com Messi quando veste a alviceleste. Parece que, num passe de mágica, desveste-se de sua incomparável genialidade.

O amigo vai dizer que, no Barça, ele tem um apoio mais sustentável dos companheiros, que o conhecem de cor e salteado e vice-versa.

Mas, não me refiro à sua participação coletiva no jogo da Argentina, não. Falo daquelas jogadas individuais em que ele é mestre – as arrancadas com a bola colada aos pés, varando defesas muito mais sólidas do que as da Jamaica, os passes exatos, os disparos precisos, essas coisas que só dependem dele, não dos companheiros que o cercam.

Isso, sem falar na disposição de recuperar a bola, quando perdida, da extrema movimentação em campo, essas coisas ausentes em seu jogo com a camisa nacional.

Estranho…

Um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *