
Depois da decepcionante estreia do Chile, do horror protagonizado por México e Bolívia e do sufoco que o Uruguai sofreu diante da Jamaica, creia!, finalmente um autêntico jogo de Copa América.
Refiro-me, claro, ao empate por 2 a 2 entre Argentina e Paraguai.
Os argentinos tiveram domínio absoluto do jogo durante todo o primeiro tempo, quando meteram 2 a 0, com gols de Aguero e Messi, de pênalti. Mas, no segundo, tentaram cozinhar o galo até Valdez acertar aquela bomba de fora da área. Esse gol despertou a velha flama paraguaia, que foi pra cima dos hermanos, transformando a partida num emocionante pingue-pongue, bola lá e cá, zunindo na cara do gol.
Até que uma bola alçada para a área da Argentina sobra pra Lucas Barrios – aquele que está na mira do Palmeiras. De bate pronto, Barrios empatou, enquanto os argentinos de Messi, Mascherano, Aguero, Higuain, Di Maria e cia..bela deixavam o campo cabisbaixos, como se tivessem acabado de levar uma goleada.
Assim, três dos quatro mais cotados para a conquista da Copa América frustraram a expectativa geral.
Resta saber o que fará o Brasil, o quarto deles, diante do Peru de Paolo Guerrero neste domingo.
O Peru, que já foi um uma força significativa do futebol sul-americano nas décadas de 40 a 70, há muito tempo deixou de ser, tendo sido inclusive ultrapassado por Equador e Colômbia, que outrora eram sacos de pancada.
O problema, porém, não é saber que Peru estará diante de nós, o velho guerreiro ou a galinha morta dos tempos recentes.
Antes de mais nada, é preciso saber que Brasil teremos em campo, já que Dunga faz segredo da escalação: se o Brasil ágil e envolvente dos amistosos contra a Argentina e a França, por exemplo, ou esse que se arrastou diante do México B e de Honduras.
Desconfio que, sendo uma estreia, não será nem um, nem outro. Mas, sim, um time capaz de passar adiante, com certo esforço, é verdade.