Adiós, Guerrero

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Guerrero pediu e o Corinthians aceitou: desde já o peruano está fora de Itaquera. Aliás, a situação anterior, desde que o clube informou à nação de fiéis de que não seria possível renovar o contrato do atleta, era mesmo insustentável. Melhor teria sido afastá-lo logo. Assim como Sheik, em situação similar.

Guerrero foi ídolo da Fiel durante dois, três anos, fez o gol do Mundial e tal e cousa e lousa e maripousa, mas, se o clube quer voltar a pisar o chão da realidade, não dava mesmo para pagar aquela fortuna exigida pelos procuradores do jogador.

Culpa da diretoria? Claro. Da diretoria ou diretorias que levaram o Corinthians a condições financeiras inaceitáveis, embora isso seja corriqueiro no futebol brasileiro dos últimos tempos.

Habituados a não recolher impostos por décadas e décadas, assim como postergar suas demais dívidas aos seus sucessores, os cartolas brasileiros, de olho apenas nos resultados do time, acumulam dívidas sobre dívidas, sempre na esperança de um perdão futuro. Ao mesmo tempo, são incapazes de trabalhar no sentido de melhorar o espetáculo futebol. Ao contrário: sob a égide do deus resultado, estimulam, consciente ou inconscientemente, essa coisa chata e cinzenta que rola nos nossos campos.

Assim, as arquibancadas vivem às moscas e os eventuais patrocinadores fogem de campo aos bandos, em desabalada carreira.

Cria-se, então, o círculo vicioso que ninguém é capaz de romper: nem os cartolas, nem a tv que paga caro por um espetáculo deprimente, tampouco a mídia já conformada com esse estado de coisas, tirante as exceções de praxe.

No qual se insere a saída de Guerrero, ídolo, mas longe de ser um craque desses que, com talento excepcional, constroem o jogo de seu time e destroem o do adversário. Tanto, que, aos 31 anos de idade, jamais foi protagonista da cena principal do futebol internacional.

Bom jogador, centroavante eficiente, goleador, sujeito dedicado ao trabalho, simpático, tudo o mais. Mas, por certo, há outros por aí, nesse mundão de Deus, que reúnem também essas qualidades. Basta procurar com olhos afiados. Pra isso existem os olheiros. Ou não?

O fato é que o Timão perde um ídolo, mas não o status de um time capaz de brigar pelas principais posições de um campeonato imprevisível com o Brasileirão.

4 comentários

  1. Sábias palavras….que vá com DEUS fazer o seu trabalho, que por sinal é muito bem feito. Fez o melhor que pode, ajudou o time. Pés no chão do clube e VALEU!!!!

  2. Triste ver essa diretoria.
    Guerrero deveria ser mais valorizado pelo corinthians.
    Ficar devendo para o jogador, e taxar de mercenário pela própria diretoria, é rídiculo.
    Por a torcida contra o jogador, é no mínimo desumano.
    A diretoria deveria explicar de onde vem essa divída, por que não explicam.
    Deveriam sim, dar uma atenção maior ao Guerrero, maior respeito ao jogador.
    Fazer uma despedida, com um cartão de bronze, de ter prestado um maravilhoso serviço pelo corinthians.
    Aplaudi-lo, por ter sido um jogador disciplinado, de nunca ter dado problema a diretoria, por honrar a camisa do corinthians.
    Pagam-se altos salários a jogadores medíocres, ele no mínimo teria mesmo, que ganhar 3 vezes mais que ganha o Vagner Love por exemplo, sem falar do Pato.

    1. Para terminar, Sócrates, que só foi na realidade problema para o corinthians, em todos os sentidos, que só ganhou 2 títulos paulista,, hoje é reverenciados por todos, o mesmo acontecendo com Neto. Neto, que foi campeão brasileiro, mas nunca honrou a camisa do Timão, só era trazia problema para o corinthians.
      É desses caras que essa diretoria gostam, por que são como eles.

  3. Com certeza a torcida do timão devia levar uma bandeira domingo no clássico e homenagear o guerrero. Obrigado GUERRERO, boa sorte, até algum dia.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *