
A maré de Luxemburgo definitivamente não tá pra peixe. Durante anos, sobretudo em seu auge como treinador de futebol, Luxemburgo acalentou o desejo de dirigir o São Paulo. Mas, uma barreira invisível o impedia de realizar esse sonho. Ou melhor: a cartolagem tricolor da época vetava sua personalidade expansiva demais, segundo a ótica do Morumbi.
Pois, justamente quando a oportunidade se abriu, Luxa estava empregado no Flamengo, seu clube de coração, cheio de esperanças de dar a volta por cima numa carreira gloriosa que andava em declínio nos últimos tempos. Vinte dias se passaram, e eis Luxa no olho da rua e o colombiano Juan Carlos Osório ocupando a vaga de treinador do Tricolor.
É a Dança do Diabo, como intitulou seu livro de memórias o saudoso técnico José Sarno, décadas atrás. Nada mudou. Nos estaduais, que seriam uma fase de preparação apenas para o Brasileirão, vários técnicos despencaram. E, agora, já no início do principal torneio nacional, os caras vão caindo um atrás do outro, como moscas, abatidos pelos humores inconstantes dos cartolas que só pensam naquilo – salvar a própria pele (quando não o bolso), nem que isso custe aos cofres do clube mais caro do que qualquer perspectiva de avanço futuro.
Não há planos de metas a serem atingidas, projetos, nenhum critério na escolha dos treinadores, não há nada, a não ser meros impulsos, decisões tomadas ao sabor dos resultados da rodada anterior.
Agora mesmo, às vésperas do jogo do Palmeiras pela Copa do Brasil contra o Asa de Arapiraca – uma sombra sinistra na história do Verdão pulsante ainda num passado distante -, já se fala que Oswaldo de Oliveira está na mira de alça dos cartolas do clube, sempre munidos de suas respectivas cornetas, armas implacáveis no Parque desde sempre.
Quem sabe uma troca entre Luxa e Oswaldo, hein? Pelo menos é o que fofocam lá no Rio.
Pô, Oswaldo chegou outro dia no bojo de uma verdadeira revolução de elenco, quando mais duas dezenas de novos jogadores desembarcavam no Parque. A maioria deles composta de jogadores a serem testados, antes de efetuados na equipe principal. Apenas três de categoria muito acima da média – Zé Roberto, Arouca e CLeiton Xavier que se juntariam a Valdívia, quando este estivesse em condições de jogar. Pois, até hoje, por uma razão ou outra, jamais Oswaldo conseguiu colocar os quatro em campo por, no mínimo, 90 minutos seguidos.
Não interessa: perdeu, cai fora, é essa a máxima que rege nosso futebol. Ou melhor: essa coisa que chamamos de futebol.
Um país sem cultura , sem tradição acontece de tudo e no futebol é o reflexo de uma sociedade desajustada e decadente. neste país tudo é possivél .não temos base ,como queremos ter jogadores ,quando a maioria de nossos atletas são feitos nas ruas e vem para os clubes cheios de vicios e sem uma fundamentação .Não temos escola de treinadores ,o sujeito para dejogar e no dia seguinte já é o treinador . Os clubes não tem planejamento nenhum nem para os proximos tres meses e com isto acontece essa ciranda de treinadores .