Bay-Bar, o valor do craque

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Insisto: saque Messi e Neymar do Barça e coloque de volta no Bayern Robben e Ribéry em forma, e o placar agregado dessa magnífica semifinal da Liga dos Campeões seria o inverso. Estou falando de jogadores correspondentes em tudo para os dois times. Robben, como Messi, joga pelo lado direito do seu ataque. É canhoto, habilidoso e, se não alcança ao paroxismo de Messi, chega perto. Ribéry é destro, joga pela esquerda, como Neymar, incisivo, driblador e artilheiro.

Mas, tanto Robben quanto Ribéry estiveram fora desses dois jogos decisivos, e o Bayern pagou caro, pois Messi e Neymar, com a inestimável parceria de Suarez, levaram a palma semifinal, com os 5 a 3 acumulados nas duas partidas.

Tão inestimável a presença de Suárez que sua substituição por Pedro, no intervalo, foi determinante na virada do Bayern por 3 a 2. Afinal, Suárez havia servido de bandeja a Neymar os dois gols que deram a vantagem ao Barça no primeiro tempo, em jogadas com a marca registrada MNS – Messi para Suárez; Suárez para Neymar.

Foi um tempo em que os catalães, apesar da vantagem de 3 a 0 obtida no jogo do Camp Nou, dividiram a bola e as chances de gols com o Bayern, porém, com mais precisão e ousadia.

No segundo tempo, contudo, já voltou sem Suárez (até então o mais ativo do trio mágico) e predisposto a fazer o tempo passar. Espírito que se acentuou a partir do gol de empate, aos 14 minutos, em belo disparo de Lewandowski, depois de deixar Mascherano no chão, num corte ágil.

Aí, o Barça caiu definitivamente no execrável futebol de resultado, preocupado apenas em se defender. Tanto, que, em seguida, colocou o zagueiro Mathieu no lugar do meia Rakitici, e o volume dos alemães cresceu, a ponto de chegarem à virada, em outro disparo de fora da área de Muller, um gigante no jogo. Era o Barça contrariando sua vocação e seu estilo, o anti-Barça.

É verdade que Neymar perdeu a tripleta no finzinho da partida, mas até então só havia dado Bayern, num jogo que, ao cabo, deveria ter se encerrado com o dobro de gols no placar, dadas às tantas chances criadas por ambos, sobretudo no primeiro tempo, quando os dois goleiros fizeram defesas espetaculares (aquela de Ter Stegen, em cima da risca, então, nem se fala).

Enfim, um jogaço, entre os dois melhores times do planeta. E, mais uma vez, a comprovação de que o craque se sobrepõe sempre ao coletivo, no fim das contas, mesmo no caso de Bayern e Barça, dois exemplos bem acabados de jogo de conjunto, solidário e audaz, o suprassumo da modernidade de sempre.

Se o amigo tiver dúvida sobre isso, saque Messi e Neymar do Barça e escale Robben e Ribéry no Bayern.

Um comentário

  1. O problema do corinthians é o imediatismo, precisa de resultados, por sua torcida ser impaciente. Todos os técnicos que trabalham nesse time tem receio de colocar jovens jogadores com medo de “queimá-los”. É o caso que aconteceu com o Lulinha, William, Marquinhos. São negociados antes mesmo de se destacarem( no caso dos dois últimos).
    Temos jogadores de qualidade que vem dos juvenis, mas não são aproveitados. Em seus lugares colocam medalhões, pagando uma fortuna, e que não rendem o esperado, porque já estão com a cadeira cativa e acomodados.

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