
O Barça e o Bayern têm algo em comum, apesar da distância, do idioma, da formação étnica etc.: o prazer pelo prazer. Catalães e bávaros, antes de tudo, gostam de se divertir, nos barzinhos de tapas das ramplas de Barcelona, ou nas cervejarias de Munique. E, sobretudo, no Camp Nou e na Allianz Arena, onde a bola rola fluente, inteligente, gostosa de se ver.
O Barça, que havia passado fácil pelo PSG em Paris, jogou o suficiente para afogar o adversário no primeiro tempo, com dois gols de Neymar, o primeiro, em jogada espetacular de Iniesta, que avançou com a bola colada aos pés quase sessenta metros, passando por cinco adversários antes de servir o brasileiro de bandeja, que fintou o goleiro e guardou.
Na etapa final, ficou ali cozinhando 0 galo, já pensando nas semifinais da Liga dos Campeões.
Espero que o azar não o coloque diante do Bayern no sorteio de amanhã, pois esses dois merecem, no mínimo, uma final histórica entre si.
Sim, porque o Bayern, que havia perdido o jogo de ida diante do Porto pelo improvável placar de 3 a 1 , simplesmente arrasou o adversário no jogo da volta: 6 a 1, mesmo desfalcado de uma pá de titulares insubstituíveis – Alaba, Robben, Ribéry e Shweinsteiger, este, no banco. Mas, com uma exibição de gala do brasileiro naturalizado espanhol, Thiago Alcântara, o filho do Mazinho, que só agora volta de longo tempo de recuperação de lesão.
Quando se fala em futebol moderno, fala-se inevitavelmente de Barça e Bayern, praticantes do futebol eterno, aquele que valoriza a posse de bola, o passe, o envolvimento e o jogo ofensivo, sempre em busca do gol. O resto ou tenta chegar lá, ou se afasta em direção às trevas do anti futebol.
Nossa sr Helena, quanta novidade!!
Comentarios assim ouço desde sempre e não agregam nada. Que tal comentar que esses times vivem em paises ricos e antigos e suas economias favorecem tudo. Que tal citar que nesses times 70% são estrangeiros?Que eles viajam quase nada na temporada pois Europa é pequena? E aí sim comentar que nossos times sao quase 95% de brasileiros? Comentar que voces da imprensa tem medinho de criticar quem desorganiza o futebol?Que as TVs morrem de medo das federações? Comentar que vcs da imprensa morrem de inveja do BomSenso que tenta fazer algo q vcs nunca fizeram, apesar de mamar nos times?Comente sr.Helena, e agregue algo.
Parabéns por este texto claro e lucido.
Afinal um jogo de futebol é tudo que acontece nas quatro linhas complementado por tudo que é comentado e escrito.
Este texto talentoso é tão prazeiroso de ler quanto ver o jogo destes times maravilhosos que nos confortam nestes tempos sombrios do futebol brasileiro sufocado por um monopolio televisivo e afundando cada dia mais nas “trevas do antifutebol’
O termo futebol eterno conforme definido no texto, sintetiza a essência e a simplicidade
do futebol,um esporte em que no espaço de sua prática existem dois gols.
Algumas equipes se preocupam com o gol da frente.
A imensa maioria se preocupa com o gol de trás.
O gol de Neymar para o Barcelona todos enaltecem o Iniesta pela jogada ,mas aqui esta jogada vemos aos montes ,mas na hora da finalização ou o fominha tenta se consagrar ou passa e o finalizador erra a conclusão . O Neymar se posiciona muito bem faz o drible necessario e finaliza perfeitamente ,esta fazendo a diferença sim!Quanto ao belo futebol jogado lá é claro que o poder economico faz diferença ,mas temos que resaltar a má formação de jogadores em nossas bases ,pois aqui a maioria de nossos jogadores são feitos na rua .A grande maioria chegam aos clubes para peneiras 1 ou 2 meses antes de uma competição exigida pelas federações e os que se sobresaem são federados e a partir dai aqueles que conseguem se resolver começam a completar o banco dos times profissionais com seus vicios que na maioria das vezes não são corrigidos e ensinados. Digo isso porsque já trabalhei com a categoria de juniores e é assim que fazem ,e mais fazem obrigado ,porque em muitos casos é um alivio quando o time não passa para a segunda fase ,pois tem custo com alimentação viagens e os clubes ,principalmente da segunda divisão dos estaduais não tem recurso e nem planejamento .