Vitória da hora para o Tricolor

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Sergio Barzaghi/Gazeta Press

O placar foi folgado: 3 a 0. Já o jogo em si nem tanto, embora o São Paulo tenha sido melhor do que o Red Bull, sobretudo no segundo tempo, quando criou situações de ouro para ainda por cima ampliar esse resultado final.

Mas, tudo começou mesmo no finalzinho da etapa inicial, com aquele magnífico gol de falta de Rogério Ceni, o mesmo Rogério Ceni que salvara seu time por duas vezes, antes, diante de Lulinha e Edmílson, em falhas da defesa tricolor.

A propósito, alguém precisa dizer pro Tolói ser mais comedido nos botes aos adversários e nos lançamentos longos, que não é sua praia, definitivamente.

Bem, mas a coisa ficou realmente mais fácil para o São Paulo logo aos 5 minutos do segundo tempo, quando esperta tabelinha entre Pato e Ganso resultou nos 2 a 0.

Por falar em Ganso e Pato, ambos estiveram bem ao longo de toda a partida, a ponto de Ganso acabar sendo o autor do terceiro do São Paulo, de cabeça, em cruzamento de Michel Bastos, o melhor em campo com suas investidas pelos lados do campo.

Ganso mexeu-se mais do que o habitual e Pato, jogando como centroavante, sem ser, no entanto, um cone postado na área, rende muito mais do que pelos lados como vinha jogando ao lado de Kardec ou Luís Fabiano.

Mas, quem me surpreendeu mesmo foi Wesley, na sua estreia no Tricolor. Não por suas inegáveis qualidades técnicas, mas pelo simples fato de que não jogava bola havia muito tempo. Movimentou-se animadamente pelo campo, fez boas jogadas e acabou se destacando mais do que seus pares de intermediária – Denílson e Souza (pra que tantos volantes, meu?).

De qualquer forma, uma vitória que não só coloca o São Paulo nas semifinais do Paulistinha como dá um certo estímulo para o jogo pela Libertadores no meio de semana, amenizando um pouco a crise que já se tornava crônica no Morumbi.

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