A turma do balacobaco

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Nosso avozinho d’além-mar periga ter um infarto de tanto rir das lambanças de nossos cartolas.

Os gênios passam um ano inteiro sem fazer nada, a não ser bolar um sistema de disputa do campeonato atraente, estabelecer datas e locais de jogos e escalar juízes e bandeirinhas para cada rodada. Em troca, levam uma fortuna dos clubes, e entregam isso que o amigo está vendo: uma competição esdrúxula, em que os competidores na mesma chave não jogam entre si, com um longo e tedioso período de classificação já prevista por todos, e, na hora das fases decisivas, um jogo só resolve tudo.

Como consequência do sistema de disputa, dá-se esse absurdo de o Penapolense, na última rodada da fase classificatória, tanto poder ascender às quartas de final quanto cair para a Segundona. Acabou caindo, como poderia até ter sido campeão, em dois, três jogos.

Por fim, esse prodígio de previsão e respeito às regras impostas pela mesma Federação: rasga-se o que está escrito (o terceiro colocado entre os grandes da Capital jogaria no Interior) e só se decide a rodada do fim de semana dois dias antes do início dessa fase.

Certo; houve um fato superveniente – a manifestação popular marcada para a tarde de domingo, o que impediria as forças de segurança pública de atender às duas demandas ao mesmo tempo. Debruça-se sobre o tema e a conclusão é a de dividir os jogos em São Paulo entre a tarde e a noite de sábado; no domingo, entre a manhã e a tarde, tungando assim os interesses da Globo, a galinha dos ovos de ouro do campeonato, que obviamente preferia transmitir no seu horário habitual das tardes de domingo o jogo do Corinthians contra a Ponte, na Itaquera lotada, em vez da partida do Santos contra O XV na Vila.

Essa turma é mesmo do balacobaco.

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