
Esse é um daqueles clássicos que pouco valem na ordem do campeonato, pois ambos estão classificados para as semifinais do torneio, embora disputem o privilégio da liderança geral, que confere o direito de jogar as demais partidas em casa.
Tanto Corinthians quanto Santos lutam por essa primazia, mesmo porque Itaquera e a Vila têm sido determinantes nas vitórias de ambos.
Mas, pra mim, o mais significativo será o jogo em si, se Timão e Peixe praticarem aquele futebol ofensivo, feito de toque de bola mais refinado do que o habitual nas plagas de Pindorama, e com muitas chances de gol criadas, que é o sal do jogo.
Não sei ainda se teremos o Timão titular ou o alternativo, como dizem por aí. Mas, qualquer um dos dois tem mostrado o mesmo padrão de jogo. E é isso que faz o técnico santista, Marcelo Fernandes, coçar a cabeça: vou com Geuvânio aberto pela direita, mantendo o mesmo esquema veloz e contundente lá na frente, ou recheio esse meio de campo, ponto alto do adversário, com alguém tipo Elano ou similar?
Por mim, meteria bronca com Geuvânio mesmo, pois, com Robinho em campo, o Peixe é outro, mais incisivo e surpreendente. Sobretudo, porque o Corinthians, pela campanha espetacular que vem cumprindo, mete medo nos adversários e ninguém se atreve a encará-lo de frente. Dos que aí estão, o Santos é o único capaz de ousá-lo nesta quadra do campeonato. Logo…
Aleluia, Valdívia!
Aleluia! Até que enfim Valdívia volta ao time do Palmeiras, que enfrenta neste sábado o Mogi, no Allianz Parque. Quer dizer: vai esquentar um tempinho o banco, antes da volta tão esperada.
Quer queiram, quer não, Valdívia dá ao Palmeiras aquele toque de classe superior, com seus dribles, sua movimentação, seus passes inesperados, essas coisas todas que diferem o jogador comum do especial.
Só torço que volte pra ficar de vez.
Enigma tricolor
Que São Paulo teremos diante do Botafogo, em Ribeirão, neste fim de semana?
A situação na Libertadores não está pra peixe em Semana Santa, e o Tricolor, embora classificado para a fase seguinte do Paulistinha, precisa de uma vitória categórica, jogando um bom futebol, pra exorcizar todos os seus demônios recentes.
Quer a minha opinião, amigo? Se eu fosse o Muricy colocaria em campo o time reserva, com um meio de campo mais veloz – Boschillia e cia. – e um ataque flutuante, com Centurión e Pato ou Ewandro, e seja lá o que Deus quiser.