
O placar foi de 1 a 0 para o Santos sobre o Audax. Mas, se esse jogo lancinante terminasse em 10 a 4 não seria nenhum exagero, pois o Peixe, só no primeiro tempo, quando foi massacrante, criou e desperdiçou umas quinze chances claras de marcar, afora o pênalti perdido por Geuvânio e aquela cobrança de falta por Luucas Lima, na trave.
O único gol, no entanto, foi uma pequena obra-prima de percepção e técnica do artilheiro Ricardo Oliveira, que encobriu o goleiro Felipe Alves e concluiu de cabeça para as redes vazias, em alta velocidade.
No segundo tempo, o Audax, que nas mãos de Fernando Diniz tenta praticar um jogo de bola tocada desde a defesa ao remate final, desembaralhou-se da saída de bola hesitante que pautou a primeira fase, e foi, por sua vez, acumulando cerca de meia dúzia de boas estocadas à meta de Vanderlei, providencial, diga-se.
Assim como o foi Felipe do outro lado, não só pegando o pênalti como defendendo uma série incrível de disparos de Robinho, Ricardo Oliveira e Geuvânio, sem contar as vezes em que teve de ir buscar a bola lá fora, nos tantos disparos tortos dos atacantes peixeiros, em situações de quase gol.
Aí vem o pragmático de plantão, afivela no semblante aquele ar solene de quem sabe tudo sobre os segredos da bola e sentencia: “Ah, mas no futebol moderno, não dá pra jogar ofensivamente. Isso é coisa do passado, dos tempos em que se amarrava cachorro com linguiça”.
O que me faz supor estar vivendo em outra dimensão, e os jogos que assisto todos os dias do Barça, do Bayern, do campeonato inglês, mesmo entre pequenos, são virtuais replays do início do século passado.
Ou, então, a justificativa para o jogo modorrento, chato, tedioso, defensivo até a medula, o pega-pega, marca-marca, que se pratica por aqui, é a de que não temos mais craques. Se tivéssemos um Messi, um Neymar, um Luisito Suarez…
É verdade, eles lá têm dinheiro pra comprar o melhor artigo do mercado, e nós vivemos de pires na mão.
Mas, se o Santos não tem Messi, tem Lucas Lima; se não tem mais Neymar, tem Robinho; se não tem Luisito Suarez, tem Ricardo Oliveira. Cada qual na sua real dimensão. E quem não tem cão caça com gato. Mas, meu amigo, caça, pois o negócio é caçar. Não ficar escondido lá atrás, como se ao sair da toca vira presa fácil para o adversário.
Quero ver quando pegar um time de verdade em um campeonato de verdade. No ano ypassado foi a mesma coisa, o Santos era invencível, jogando para frente com garotos revelados na base, o melhor do Brasil. Perdeu o paulistinha contra o Ituano, jogando um futebol ridiculo e terminou o ano daquele jeito que todos viram. E aqueles que elogiavam? Sumiram.Vou guardar seu pífio comentário para lhe mostrar num futuro não tão distante. Algumas vezes, viver do passado não é poesia. É burrice.
Vc já viu poesia sem passado, Mané.
Marcelo, o Santos joga o mesmo campeonato que o trio de lata. Compare os ataques, saldo de gols e artilheiros. O Santos tem o melhor ataque, o maior saldo e nenhum entre os cinco artilheiros do campeonato. Sabe o que significa isto? Acho que não… sua visão de futebol é muito pequena e passional. Você como analista de futebol é um micróbio perto do Alberto Helena.
na verdade o ano passado o que faltou foi técnico, foi alguém se levantar e ralhar com o cicero que fez corpo mole nos dois jogos finais, querendo aumento, depois saiu e foi pro fluminense e como sempre desaparece, sabe jogar mas é muito mercenário, o grande problema do jogador brasileiro, este ano, acho que o corinthians é o melhor time e mais taticamente preparado, o técnico já tem experiencia em conduzir este time, para o Santos ganhar acredito que só se o corinthians se atrapalhar com a fase da libertadores, isso se o Santos passar do adversário da semifinal, Palmeiras é o técnico que o Santos tinha antes e na hora h fica muito mole no banco, São Paulo o Murici depois da diverticulite perdeu a gana que tinha.
Boa. O time é outro, o técnico é outro, o ano é outro. Até o presidente é outro. Algumas coisas não mudaram: A camisa continua a mesma, lindíssima; o escudo continua o mesmo, o mais bonito que existe; a torcida é a mesma, melhorada com os milhares de novos torcedores; o encanto é o mesmo e o DNA ofensivo é o mesmo. A simplicidade é a mesma. Se com tudo isso o Santos não ganhar novamente esse campeonato, quem vai ganhar é o apito amigo, que também será o mesmo, direcionado mais uma vez a um certo clube que “ganhou” também um estádio na zona leste de S. Paulo.
O amigo Alberto Helena tem razão, assim como o amigo Reinaldo. O santos está jogando o mesmo campeonato que o Palmeiras, Corinthians e o São Paulo.
Reinaldo, César e Sirineu.
Já que vcs são da turma do “me engana que eu gosto” falarei algo que vcs gostem:
O Santos tem o melhor futebol do Brasil, o futebol mais vistoso e ofensivo, o campeonato Paulista é o melhor do Brasil, o Neymar é melhor que Messi e CR7, a camisa do Santos é a mais temida do mundo, o próprio Barcelona tremeu por 2X, e só fizeram 11 gols, o Brasil só não foi campeão da última copa por um pequeno detalhe, mas, o melhor futebol do mundo ainda é do Brasil.
Acreditar somente naquilo que queremos crer, é uma forma de ilusão.
Depois eu que sou Mane…