
O primeiro tempo foi uma dureza, para o Palmeiras e pra quem assistia ao jogo. E a culpa foi do Arouca.
Peraí! Deixe-me explicar. Nem de longe Arouca estreou mal no Palmeiras contra o Capivariano, nada disso. Ao contrário: até que foi bem, se computado o tempo em que ficou sem jogar e a consequente falta de ritmo, essas coisas.
Sucede que sua entrada implicou na passagem de Robinho, que acabou sendo o herói da partida, para a função de armador, à frente de Gabriel e Arouca. Não é a praia de Robinho, e o Verdão, por falta de uma articulação mais lúcida lá na frente, sucumbiu à severa marcação do Capivariano.
Claro que, se Cristaldo, tivesse mandado às redes aquela bola inicial que se chocou com o poste depois de parcial defesa do goleiro, a história teria sido outra. Mas, não foi, e o Palmeiras penou até os 26 minutos do segundo tempo, quando Alan Patrick, que acabara de entrar no lugar de Arouca, saiu machucado dando lugar a Victor Luís, com a imediata passagem de Zé Roberto para o meio.
Foi como se, de súbito, a nuvem sombria que cobria o Allianz Parque se dissipasse e o Palmeiras se inundava de luz.
Como joga esse quarentão Zé Roberto! Quando lateral, havia investido por quatro vezes pela esquerda, com leveza, velocidade, descortino e talento que não se vê nesses meninos todos juntos. Ao se transformar no armador da equipe, acelerou e deu sentido ao toque de bola lá na frente, o que levou seu time a criar situações de perigo, uma atrás da outra.
E os gols, então, saíram naturalmente. O primeiro, aos 35, em belíssima cobrança de falta por Robinho. Aos 43, em passe clarividente de Dudu para Robinho, que disparou no canto: 2 a 0.
Nessa fase ainda preparatória do time de Oswaldo de Oliveira, tá bom demais, meu.
Alberto vc disse tudo,como da gosto de ver este muleke jogando(40 anos) isso sim é amor pela profissão e dedicação ao clube ,Parabéns pelo comentario.