
Basta dizer que, em catorze minutos de jogo, já estava 2 a 0 para os bolivianos, que trocavam linha de passe dentro da área colorada, enquanto os zagueiros brasileiros batiam cabeça.
Ah, sim, houve antes aquela escapada de Nilmar, que, na cara do goleiro, bateu mal e fraco.
Mas, logo depois dos dois gols, a altitude provocou a primeira baixa brasileira – Anderson, que mal pegara na bola até então, abriu o bico e caiu de boca no aparelho de oxigênio instalado no banco.
Quer saber? Foi um alívio, pois Vitinho entrou em seu lugar e dinamizou um pouco aquele ataque moribundo do Inter. A tal ponto de, já no segundo tempo, meter no travessão boliviano o empate, já que o Inter havia reduzido para 2 a 1 logo no início da etapa final: o beque meteu a mão na bola, pênalti, que D’Alessandro, o melhor colorado em campo, converteu, claro.
E não é que o Inter foi buscar lá no fundo fôlego e ânimo para encetar uma reação inesperada, criando mais dois ou três ataques perigosos?
Mas, logo depois de Escobar disparar um petardo no travessão de Alison, foi-se a última reserva de gás colorado. E o terceiro gol, o segundo de Chumacero, veio aos 40, como um raio cortando a estática linha de zagueiros brasileiros, pouco antes da expulsão de Nilmar, o que aumenta os problemas do Inter para o jogo da volta, no Beira-Rio.
Mas, até lá, os brasileiros terão tempo para respirar fundo e tentar a virada providencial.
O placar de 3×1, afinal, e à vista da flagrante disparidade de forças (!), não apagou o ânimo colorado, ainda. O time boliviano, quem sabe? ainda estaria hoje lamentando o “penalty” salvador da lavoura ante um escore mais expressivo e oportuno….4 a 5×0, o que seria uma ducha de água fria e falta de ar para a sequência do campeonato.