Chega Anderson; Barcos parte.

Montagem sobre fotos Divulgação
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Não sei o que deixou Anderson à sombra do Manchester United nos últimos dois anos. Algo me diz que se relaciona com seu temperamento. Pois, futebol, o rapaz tem e demais.

Revelou-se no Grêmio como um meia-atacante, canhoto, drible fácil, ousado, figura central naquele histórico episódio do clube.

Foi, menino ainda, para o Manchester United e, lá, burilado por Sir Ferguson, acabou se transformando num volante de alta categoria, desses que saem com a bola macia da defesa ao ataque. E andou, inclusive fazendo assistências e gols decisivos pelos Diabos Vermelhos, o que o levou até a ser convocado pela Seleção Brasileria algumas vezes, antes de cair no mais fundo ostracismo.

Chega ao Inter, agora, na plenitude da idade de um jogador de futebol – 26 para 27 anos.

Torço para que dê certo, porque seu futebol é de primeira linha, ainda mais comparado com o que anda por aí.

E, se Anderson chega para o maior rival, Barcos parte do Porto Alegre, não sem antes deixar dois gols de saudade na estreia do Grêmio no Gauchão.

E parte porque o Grêmio, mergulhado em penúria, como a maioria dos nossos clubes grandes, não poderia peitar esse negócio da China.

Como alternativa para a perda de seus principais jogadores, o presidente tricolor, exuma do baú da infelicidade a velha e furada fórmula do mata-mata, na esperança de que Felipão, tido como mestre nesse tipo de disputa, quebre o longo jejum do clube.

Falta clamar pela volta da bola de capotão, campos encharcados, chuteiras de biqueira de aço e o chapéu de palha, ao som dos melodiosos e chorosos sambas-canções do gênio Lupicínio Rodrigues.

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