Chelsea, Real, PSG e a Copinha

Foto: Ben Stansall/AFP
Foto: Ben Stansall/AFP

Neste sábado, o grande lance era a disputa pela liderança isolada do Campeonato Inglês, entre Chelsea, que enfrentava o New Castle, e o City, que encarava o Everton, fora de casa, ambos até então empatados em todos os critérios no topo da tabela.

E deu Chelsea, que, num segundo tempo primoroso, meteu 2 a 0 no New Castle, com um de Oscar e outro de Diego Costa, em jogada bem tramada entre Fàbregas, Hazard, Oscar, que tocou de calcanhar, de prima, para Diego escolher o canto exato.

Aliás, é de dar gosto ver a bola rolar de pé em pé nesse Chelsea, quando Mourinho não é tocado pela síndrome do contragolpe e começa a trocar meias e atacantes por volantes e zagueiros.

Com apenas Matic, de volante, um volante com traços de meia, canhoto e bom de passe, e Fábregas ao lado de Oscar, e William, pela direita, e Hazard, driblador e insinuante, pela esquerda, o sistema de armação dos azuis é qualquer coisa, o que facilita a vida de Diego Costa, um emérito artilheiro.

Já o City, sem Yayá Touré, o que significa meio time, pois o africano é aço tanto na marcação quanto na armação e na conclusão, penou para empatar com o Everton. Abriu o placar, já no segundo tempo, com gol de cabeça de Fernandinho, mas tomou o empate logo em seguida, numa saída em falso do goleirão Hart, e, apesar dos esforços, não conseguiu ir além das pernas.

Já na Espanha, o Real botou pilha no já tão pilhado Barça, ao bater o Espanyol por 3 a 0, mesmo jogando boa parte do segundo tempo com um a menos, por conta da expulsão de Coentrão. A curiosidade nesse jogo foi que, apesar dos 3 a 0, Cristiano Ronaldo não deixou sua marca, fato inusitado nesta temporada.

Quem, no entanto, marcou um golaço, por cobertura, foi o nosso Lucas, no confronto entre Bastia e PSG.

E olhe que o milionário PSG chegou a ampliar para 2 a 0, antes de sofrer uma virada humilhante, por 4 a 2. Tudo isso em cima da nossa dupla de zagueiros Thiago Silva e David Luís, já considerada em passado recente a melhor dupla do mundo.

O fato é que o PSG vai de mal a pior e, tudo indica, quem pagará o pato, mais cedo ou mais tarde, será o técnico Laurent Blanc, que, diga-se, foi um extraordinário zagueiro, campeão do mundo em 98.

Este meu comentário, por sinal, me desperta uma reflexão a respeito da Copinha, que se desenrola paralelamente à bola rolando nos principais centros europeus.

Quando de sua criação e durante o período em que reinou absoluta na atenção do brasileiro durante as férias dos marmanjos, além da inflação crescente de participantes nos últimos anos, a Copinha enfrenta essa nova concorrência: a dos jogos extremamente atraentes da Europa, transmitidos pelas tvs por assinatura.

Nos primeiros e gloriosos anos da Copinha, não havia tv por assinatura, tampouco a transmissão de jogos da Europa.  No máximo, a TV Bandeirantes transmitia jogos do campeonato italiano, que era, à época, a meca do futebol mundial. Um jogo no sábado, outro no domingo, e olhe lá.

O resto das atenções do telespectador se dividia entre as tvs abertas, incluindo a Cultura e a Gazeta, que cobriam os jogos selecionados da Copinha, criando uma verdadeira emulação com o torcedor, jogo a jogo, time a time.

É apenas uma constatação de um fato que poderia servir de mote pra turma repensar esse torneio tão tradicional e importante para o nosso futebol maior. Se é que essa turma pensa em bloco, como se dizia naquela época.

 

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *