Pizza no calcanhar da Bota

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Eram dois times italianos, jogando à inglesa, no Qatar, com dois artilheiros argentinos – Tevez e Higuaín, dois gols cada. Mas, quem deu o título da Supercopa ao Napoli, diante do campeoníssimo Juventus, foi o brasileiro Rafael, ex-Santos, que pegou o pênalti decisivo, depois dos 2 a 2 no tempo regulamentar somado à prorrogação.

Quando digo que Napoli e Juve jogaram à inglesa, dentro dos padrões discretos do futebol italiano, claro, é porque foi lá e cá o tempo todo, com direito até ao Fergtime, aquele tempo extra que marcou a gloriosa carreira de Sir Ferguson no Manchester United. Sim, porque o gol de empate de Higuaín aconteceu no último minuto da prorrogação, quando a Vecchia Signora já instalava o aparelho de chá na mesa das celebrações.

O fato é que o Napoli foi melhor a maior parte do tempo. Ou, pelo menos, mais empenhado em virar um jogo que começou perdendo.

Pirlo e Arturo Vidal, dois esteios do campeão italiano, não estavam inspirados e o jogo todo da Juve dependia da extrema movimentação e agudeza de Tevez, o melhor em campo.

Já o Napoli foi mais compacto e determinado, sobretudo a partir do segundo tempo do período regulamentar.

Haja pizza e chianti rolando no calcanhar da Bota.

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