
Mal a bola começou a rolar, e Pedro mete um golaço, em passe exato de Rakidic.
A partir daí, começou a velha inhanha. O Córdoba fechadinho lá atrás, todo mundo concentrado em evitar espaços para os catalães manobrarem a partir do meio de campo.
Não descole do Messi, não deixa o Pedro livre, cuidado com o Suarez, e o Iniesta? – esse não pode nem tocar na bola. Ah, sim muita atenção com o Piqué, que sai lá de trás, vez por outra, e faz um estrago danado aqui. Essas são as ordens inflexíveis do técnico do Córdoba, como de todos os demais adversários do Barça.
É o bastante para inquietar nossos bravos observadores. O Barça precisa ser mais objetivo. De que vale tanta posse de bola se ela esbarra nessa defesa bem montada, arquitetada com esmero e engenho pelo treinador do outro time. É preciso acelerar o passe. Verticalizá-lo! E assim vai.
Até que, no segundo tempo, claro, o adversário começa a perder o foco, a concentração e a velocidade na chegada para o combate, que ninguém é de ferro. E aí o Barça passa a construir mais uma goleada.
Desta vez, 5 a 0, com direito a dois de Messi, discreto ao longo da partida, mas fatal na área, sobretudo naquele segundo gol, um primor de técnica e habilidade, ao dominar de esquerda e girar de direita, com a simplicidade própria dos gênios.
É sempre a mesma história, e turma não muda o disco. Ou, chip, se preferirem em nome da modernidade.