Alhos, bugalhos ou bagulhos?

Rubens Chiri/SPFC
Rubens Chiri/SPFC

Vira e mexe, algum leitor me cobra uma fala sobre a construção do Morumbi, como se eu, por algum virtual clubismo, quisesse esconder aqui o que vai na cabeça deles lá. Isto é: o Morumbi teria sido construído com o dinheiro do governo Laudo Natel.

Façam a lição de casa, meninos, e deixem de misturar alhos com bugalhos. Ou, no caso, seriam bagulhos?

Numa breve história sobre a construção do Morumbi, vale dizer que parte do terreno foi cedido por Adhemar de Barros, então governador do Estado e dono das terras que seriam loteadas pela Aricanduva, o que resultou no Jardim Leonor, em homenagem à digna esposa de Adhemar, Leonor Mendes de Barros, Jardim Guedala etc.

A construção do estádio se iniciou na gestão Cícero Pompeu de Toledo, com dinheiro arrecadado entre beneméritos, sócios e torcedores, mais financiamentos feitos pelo Bradesco, do qual Laudo Natel era diretor.

Laudo sucedeu Cícero na presidência do São Paulo e dirigiu o clube com papel e lápis na mão. Uma das principais fontes de receita para a caixinha do estádio era a venda de cadeiras cativas, feitas por jogadores símbolos do clube, como Poy, o rei das vendas, Gino, Mauro etc.

Durante os treze anos de construção do Morumbi, o São Paulo, por medida de economia, fez-se representar por times de medianos a ridículos. Era o preço a pagar pela construção do estádio. Que foi inaugurado a primeira vez cinco anos antes de Laudo Natel ascender ao governo do Estado de São Paulo.

O que se questionava em relação a Laudo Natel era, enquanto governador pela segunda vez, pelo voto indireto, durante a ditadura, era sua presença no banco de reservas do São Paulo durante a campanha do bicampeonato paulista de 70/71. Presença que inibiria juízes e adversários.

Mas, isso é outro departamento. Nada tem a ver com a construção do estádio propriamente dito.

10 comentários

  1. Falar é fácil. Falar com conhecimento de causa já é outra coisa. Quem sabe, sabe. Perfeito Helena Jr. Ótimo esclarecimento com a marca de quem conhece o assunto ao qual se refere.

  2. SENSACIONAL HELENA JR., NÃO IMPORTA O PASSADO, O MORUMBI ESTÁ AI PRONTO E É DO SPFC. AGORA O QUE NÃO PODE É O CORINTHIANS GASTAR + DE 1 BILHÃO ENQUANTO O PALMEIRAS GASTOU A METADE. DEPOIS NÓS BRASILEIROS DEVEMOS ACREDITAR QUE ESSE PAÍS VAI ENDIREITAR.

  3. O que ocorre sr. Helena é simples, seguindo os preceitos do Goebbels, uma mentira contada mil vezes transforma-se em uma verdade, assim sendo, os invejosos de sempre, aqueles do “lado de lá” insistem até a exaustão na tese de que o Morumbi foi construido com dinheiro público, etc. etc.
    Eu sou da velha guarda, em acompanhei todo o sacrificio do São Paulo para construir o estádio, até comprei alguns carnês “Paulistão” para levantar fundos para o empreendimento, mas os nazi-despeitados ainda insistem na mentira porque não se conformam com nosso empreendorismo. Para finalizar, citando os antigos ditados, A mentira tem pernas curtas, e a inveja mata..

  4. Alberto Helena Junior sempre falando com propriedade. Acredito na sua fala. O Morumbi, embora corinthianos, palmeirenses, santistas e outros falem o contrário, não foi feito com dinheiro público.

    Foi, sim, feito às custas de pouca expressão do time ao longo de vários anos. Nasci em 1958 e só fui ver o São Paulo ser campeão em 1970, no campeonato paulista, quando a construção do Morumbi havia terminado.

    O Palmeiras seguiu o exemplo do São Paulo e fez seu estádio com seu dinheiro. Não podemos falar o mesmo do Corinthians, que todos sabemos a história, que ainda vai dar muito pano prá manga em razão dos últimos acontecimentos com as empreiteiras na Petrobrás. Vamos aguardar.

    Parabéns Helena.

  5. Caro Blogueiro Boleiro,
    confirmo suas referência e dados a respeito da construção do estádio, meu pai comprou duas cadeiras cativas nesse tempo, meu tio também, nunca houve qualquer semelhança à construção dos novos estádios hoje existentes na cidade.
    Em tempo, o que houve de mudança lá no Morumbi são seus cartolas, bem diferentes do tempo do Natel, difrentes para pior claro.

  6. Helena, faltou falar como conseguiram comprar a parte do terreno, é ou não é, a “posse” do terreno onde é o Canindé hoje, tomado de uma entidade Alemã, devido a guerra, portanto de forma muito irregular, depois vendido a Portuguesa… Aos São paulinos que se vangloriam tanto dizendo que são elite, etc… Explique a eles também as falências, o Jogo das Barricas, onde Corinthians e Palmeiras arrecadaram dinheiro para eles saírem da falência, sendo que intervalo o Presidente deste clube passava com uma bandeira aberta e os torcedores jogavam moedas… Verdade isso Helena?

    1. Xi rapaz!, voce vem comentar assuntos de 80 anos passados, só uma curiosidade para voce, o Silvio Santos começou sua carreira como simples camelô, o São Paulo também nasceu pobre, e daí? hoje tem o que tem graças ao seu esforço, não adianta tentar atirar pedras que elas retornarão para voce mesmo. Seus argumentos não tem consistência. Boa tarde..

      1. Sillas, não importa de quanto tempo atrás a informação é, o que importa é ser verdadeira ou não, o que neste caso é Verdade sim!
        Outra coisa, o São Paulo não nasceu pobre não, sempre foi arrogante em bater no peito e dizer que pertence à Elite, por isso coube o comentário sobre as falências… Ah! E só pro seu governo, não estou atirando pedra nenhuma, apenas relatando os fatos! Desculpe se não te agradou, porém a verdade tem que ser dita!

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