Bem-vinda 9 de Julho

Acervo/Gazeta Press
Acervo/Gazeta Press

No jantar de celebração dos 90 anos da Corrida de São Silvestre, colhi do meu querido e velho amigo, Júlio Deodoro, o Sr. São Silvestre, a boa notícia de que está prevista para o próximo ano a volta da Prova Ciclística 9 de Julho, uma tradição criada pela Gazeta e que andava ultimamente esquecida.

Volta no bojo de um largo movimento em direção a estimular o uso de bicicleta entre nós, hábito abandonado há décadas quando os automóveis tomaram conta das ruas e das mentes do brasileiro.

Antes de mais nada, devo informar que não sou da turma da bicicleta. Aliás, não subo no selim de uma desde a minha infância. Mas, reconheço que é uma boa essa nova mania, sobretudo entre os jovens de hoje. Não polui um átomo, dribla os congestionamentos insuportáveis da cidade grande, e melhora o desempenho muscular do usuário, embora seja uma prática perigosa diante de nossos motoristas  tão atentos e cordiais como verdadeiras… jamantas.

Aliás, ô povinho ruim de serviço esse paulistano ao volante. Abre o sinal e o cara ou a madame leva duas horas para dobrar a esquina. Vai pela direita para dobrar à esquerda na última hora, e vice-versa. Na estrada, empata a pista destinada à velocidade de 90 km arrastando-se a 60. E é uma fila interminável de rodas-presas. Mas, enfim…

Enfim, voltando à 9 de Julho, uma celebração à Revolução Paulista de 32 contra a ditadura Vargas, era, anos atrás, um acontecimento que contagiava a cidade inteira. Meses antes da prova, em cada bairro, aos domingos de manhã, havia corridas preparatórias. Era uma festa que antecedia o macarrão da Mamma e a ida ao Pacaembu, mal feita a digestão.

O jogo começava às 3 horas da tarde, tempo suficiente para o cidadão voltar de bonde pra casa, tomar uma ducha, vestir a beca dominical, enlaçar o braço da patroa, pegar um cineminha e terminar o domingo na pizzaria mais próxima.

Bem, esse programinha, meu, vai ficar mesmo na memória do paulistano. Ou melhor: dos sobreviventes.

Mas, a Prova 9 de Julho volta na crista da modernidade, graças à percepção do Sr. São Silvestre.

Parabéns.

Um comentário

  1. Valeu prezado e jh=ovem amigo Alberto Helena sempre atento às boas notícias e à frente desta nobre tarefa estarão o Erick e o Marcus com total apoio da Secretaria Municipal de Esprotes, Secrrearia de Transportes, Federação Paulista de Ciclismo e, lógico, a Gazeta Esportivba.Net, a TV e Rádios Gazeta todos legados de Cásper Líbero que instituiu a prova em 1933.

    Com a saudável febre do uso das bikes entre a população, construção de ciclovias e apoio das autoridades uma nova fase promissora já se inciou em Sampa……quem sabe ajuda a educar os motoristas tartarugas…..e humaniza um pouco a nossa querida São Paulo.

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