
Entre Barça e Bayern, meu coração balança, neste início de tarde de sábado.
Messi ou Robben? O quê? Exagero ao colocar ambos no mesmo patamar de escolha?
Pois, compare só a atuação discreta de Messi, no empate com o Getafe sem gols, e o soberbo desempenho de Robben, na goleada por 4 a 0 sobre o Augsburg.
Se Messi meteu uma bola no travessão, em cobrança de falta ao seu estilo, Robben conduziu praticamente todos os ataques de seu time – uma infinidade, diga-se – e ainda marcou dois gols, o primeiro deles, um primor de técnica, habilidade e precisão no gesto simples de limpar dois adversários na área e bater no canto direito do goleiro.
E aqui residiu diferença entre Barça e Bayern, de estilos tão semelhantes. Ambos dominaram suas partidas de cabo a rabo, atacaram, atacaram e atacaram. Mas, enquanto os alemães golearam, os catalães ficaram a ver navios no porto do Bairro Gótico. Teria sido fruto da ausência de Neymar? Há razões para achar que sim.
De qualquer forma, me divirto em ver com que facilidade esses dois times tocam a bola, envolvem e se impõem sobre seus adversários. Isso é o que sempre foi e será o futebol, a não ser em breves momentos da história, aqui ou ali.
Ah, sim, mas deixe-me dizer que este velho coração abriga ainda outros escudos da mesma escola. Os do Chelsea, do Manchester City e do Arsenal, que também entraram em campo nesta tarde de sábado.
Dos três, o City foi o mais modesto, com aquele gol de Lampard isolado diante do Leicester, e o que pude ver menos.
Já o Chelsea, em decisiva participação do belga Hazard, que fez um em bola alçada por Oscar, e deu outro para Diego quebrar longo jejum de gols, manteve a liderança folgada do Campeonato Inglês, ao bater o Hull City por 2 a 0.
Quem brilhou de fato, porém, foi o Arsenal, o inglês de bola mais parecida com a do Barça e do Bayern: 4 a 1 no Newcastle, que vinha de crista erguida no campeonato, com direito a dois gols de Cazorla. O primeiro, então, um golaço: bola tocada de pé em pé é lançada rasteira na área, por onde se infiltra o espanhol em alta velocidade; ganha do beque e, sem ângulo, bate de esquerdo no lado oposto ao do goleiro.
Enfim, mais um passeio agradável pelos campos de Europa, como sempre.