Verdão, do fundo da alma

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Sergio Barzaghi/Gazeta Press

Se o sábado foi destinado à briga por uma vaga direta para a Libertadores entre Corinthians e Inter, o domingo nos reserva uma festa, no cume da tabela, com o Cruzeiro exibindo a taça de bicampeão à sua torcida diante do Flu, e o enterro de dois dos participantes do Brasileirão deste ano entre estes três: Bahia, Vitória e Palmeiras.

Só um sobreviverá da encrenca tripla.

No Couto Pereira haverá choro, por certo. Se não por eventual queda do Bahia, certamente, lágrimas rolarão pela despedida de Alex, esse canhoto extraordinário que nos fascinou durante anos com seu talento singular. Aliás, sobre Alex, prefiro reservar um post à parte.

No Barradão, o Vitória terá de se desdobrar diante de um Santos que mais nada tem a perder, a não ser a dignidade, já comprometida pela anulação por fraude das eleições presidenciais neste sábado. Mas, mesmo que vença, o Vitória corre risco de cair. Basta que o Palmeiras ganhe seu jogo diante do Furacão, no Parque tinindo de novo.

A manutenção, ao menos, na Série A, no ano do seu centenário, só depende do Verdão. E é aí que reside o perigo. Pelo menos, é o que sugere a série de fracassos consecutivos nas últimas rodadas, quando apenas uma vitória ou três empates bastavam para tirar a corda do pescoço do Periquito.

Parece que Valdívia, aquele que tão poucas vezes entrou em campo e, contudo, tantos pontos obteve para seu time, estará à disposição do técnico Dorival Jr. Mas, em que condições físicas? Só saberemos quando (ou, se) ele estiver correndo atrás da bola. Ou melhor: fazendo a bola correr na direção certa de seus companheiros.

No entanto, com Valdívia ou sem Valdívia, o Palmeiras terá de arrancar do fundo da alma aquela dose extra de dedicação capaz de salvá-lo da degola no instante final, que diabo!

 

 

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