Os vitoriosos Timão e Cruzeiro

Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians
Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

Ufa, até que enfim, o Corinthians venceu de um time lá de baixo. Mas, foi penosa essa vitória por 2 a 1 sobre o Bahia na Fonte Nova. Não que o Timão tenha jogado mal ou o Bahia fosse superior, nada disso. Ao contrário: a bola esteve aos pés do Corinthians a maior parte do tempo. Só que não havia a necessária profundidade para emplacar um resultado mais folgado.

Basta dizer que o Timão só foi abrir o placar, aos 25 minutos do primeiro tempo, em jogada inusitada: uma devolução de bola do goleiro Cássio que caiu de jeito para Malcom, em plena corrida, sozinho, aparar de cabeça e fuzilar de canhota.

Depois, ficou naquele chove e não molha até que já aos 24 do segundo tempo Barbio, que acabara de entrar, cruzasse para Kieza se antecipar aos beques e estabelecer o empate que levou a galera baiana ao delírio.

Mas, se a entrada de Barbio foi fundamental para o Bahia chegar ao empate, que dizer da entrada de Danilo no Corinthians? Pois, foi de seus pés que nasceu o cruzamento exato para a cabeçada fatal de Renato Augusto, já aos 39 da etapa final: 2 a 1.

E assim segue o Corinthians no rastro de uma vaga na Libertadores, embora ainda nas franjas do grupo de elite, pois, ao longo do torneio, empatou mais do que o Grêmio, creia.

Já o líder Cruzeiro saiu da Vila mais líder ainda, com expectativa de meter a mão na taça logo, logo.

Com Everton Ribeiro no banco e em campo dois volantes e dois meias declaradamente ofensivos, o Cruzeiro fez um primeiro tempo deprimente, por absoluta falta de criatividade em seu meio campo. Em compensação, o Santos não contava com Arouca, o mais completo volante do futebol brasileiro, que vira meia, vira atacante com a mesma facilidade com que desarma o inimigo lá atrás.

E o jogo se arrastou do início ao fim, com apenas um salto fatal. Foi logo aos 8 minutos do segundo tempo, quando Ricardo Goulart arrancou, tabelou com William na entrada da área para finalizar com precisão: 1 a 0, é o que basta para deixar a Raposa folgada no topo da tabela.

De resto, era a turma estendida no chão, vencida pelo cansaço, o mais perigoso inimigo desse verdadeiro campeão.

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