Muricy sabe o que fala

Duas observações de Muricy na entrevista coletiva saltam aos olhos.

A primeira delas, quanto à gestão anterior de Cotia, somada às denúncias graves feitas pelo próprio presidente Carlos Miguel Aidar, só vem corroborar tudo o que disse e repeti à exaustão aqui e em outros veículos sobre a tragédia que significava para o São Paulo a figura nefasta de Juvenal Juvêncio.

A propósito, não entendi até hoje por que a tal imprensa investigativa e os blogueiros especialistas em denúncias não se debruçaram devidamente sobre esse tema durante os oito anos de imperial comando do cartola agora banido até  do comando de Cotia, onde se estabelecera verdadeira máfia, segundo Carlos Miguel.

A outra observação feita por Muricy é a respeito da despedida de Rogério Ceni em dezembro. Mura desconfia que Rogério esticará essa decisão final.

Acho que não é apenas um desejo do treinador, mas, sim, fruto da íntima e longa convivência dos dois.

Muricy e Rogério são vizinhos no Morumbi. Costumam caminhar juntos pelas alamedas do bairro, sempre que podem. Muricy foi o técnico daquele célebre Expressinho no qual embarcou na primeira estação o garoto Rogério Ceni. Assim como foi o primeiro treinador a abrir-lhe as portas para alcançar os recordes que transformaram Rogério no maior goleiro artilheiro da história do futebol mundial.

Enfim, ninguém entende mais os sinais de Rogério do que o técnico Muricy. Logo…

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