
Quem costuma acompanhar o quicar desta Bola Virtual deve se lembrar que ainda outro dia havia exaltado aqui a figura do menino Iaiá Talisca, nascido no Bahia e rapidamente elevado a ídolo do Benfica, onde marcou oito gols em nove partidas, fora todas as assistências. Pedi mesmo sua convocação por Dunga, o que acaba de ocorrer, com a perda de Lucas, machucado.
Canhoto, espigado, sabe trabalhar a bola, seja em passes medidos, seja em dribles em alta velocidade, seja nos chutes a gol. Meia-esquerda típico, que tanto arma quanto ataca, lá na Velha Terrinha já é comparado a Rivaldo, pela semelhança no talhe e no estilo de jogar.
Exagero? Talvez. Nunca se sabe como a vida desses garotos se desenrola depois da fama precoce. Mas, uma coisa é certa: jogar bola ele sabe, como poucos.
Claro, a camisa canarinho pesa e a juventude também cobra seu preço em momentos cruciais como este da carreira do rapaz.
De qualquer forma, vale a pena vê-lo em ação com a camisa verde-amarela, assim como o tenho visto com a rubra do Benfica.
E, mais: vale a pena ver essa nova Seleção que o técnico Dunga está engendrando, com tantos meias e atacantes, como não ocorria há séculos no nosso time. Só pra exemplificar, se não esqueço de algum: Oscar, William, P. Coutinho, Talisca, Fred, Douglas Costa, Neymar, Luís Adriano, Roberto Firmino,
Quer dizer: seis meias para três volantes (Luiz Gustavo, Casemiro e Fernandinho) que sabem jogar, diga-se.
Trata-se de um baita avanço, na linha do conceito de jogo. Resta saber se responderá a contento nas quatro linhas do gramado, abstraindo-se o fato de que não há tempo para treinamentos na Seleção Brasileira.