Gabigol em dobro. E + Lucas Lima.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Djalma Vassão/Gazeta Press

O amigo espia o placar – 3 a 1 para o Santos – e diz assim; “Ah, foi um baile do Peixe”. Nem tanto, nem tanto. Foi, sim, a vitória da precisão, pois o Verdão jogou direitinho, sim, senhor. Escolheu atacar e atacou sob o comando de Valdívia, que meteu pelo menos duas bolas fatais para os companheiros que as desperdiçaram.

O Peixe, porém, apesar de visivelmente cansado pelo embate do meio de semana pela Copa do Brasil, aumentado pelo calor infernal de São Paulo neste domingo, coisa de 35 graus à sombra, foi lépido, móvel, e mortífero nos contragolpes.

Aos 38, Lucas Lima, que, diga-se, está jogando muita bola, lançou Geuvânio na esquerda, que disparou em direção à área e fulminou Prass na saída do goleiro. Dois minutos depois, com o Palmeiras ainda zonzo, Lucas Lima bate falta curta para Mena na esquerda, que cruza para Gabigol completar na pequena área.

E, logo no comecinho do segundo tempo, Robinho limpa na intermediária inimiga para Geuvânio que faz primoroso lançamento rasteiro para Gabigol. Gabi… gol. Ah, sim, mais à frente, Arouca teve a chance mais clara desperdiçada: na marca do pênalti, sozinho, bate para Prass salvar.

A consolação verde só veio já pouco antes do apito final, em esperta jogada de Mazinho para Henrique, de cabeça, marcar o gol de honra, como se dizia há quase cem anos, quando esses dois grandes paulistas começaram a se enfrentar.

Dessa forma, o Palmeiras teve interrompida sua sequência de bons resultados, mas não cai na fossa. E o Santos vai ajeitando seu time, com Gabigol, Geuvânio, Lucas Lima, essa turminha do barulho, sob a supervisão de Arouca, o melhor volante brasileiro disparado, que não pode ser dispersada.

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