
Trata-se do único clássico da rodada. Nada que possa interferir na zona mais nobre da tabela; no entanto, muito sugestivo, me parece, esse Palmeiras e Santos a ser jogado no Pacaembu. Isso, porque ambos vêm em busca da estabilidade que lhes permitam sonhar mais alto: o Palmeiras, por um lugar na Sul-Americana, afastando de vez as sombras do descenso; o Santos, quem sabe, porém, outrossim, entretanto, talvez, quiçá, chegar de surpresa ao Grupo dos Quatro da Libertadores.
O Palmeiras, desde a volta de Fernando Prass, deixou de ser presa fácil dos chutes inimigos. E, com Valdívia, ganhou o grau de criatividade indispensável para qualquer time que queira algo mais. Como resultado disso, mais outros babados adici0nais (exemplo: pé na forma de Henrique), vem acumulando uma inédita série de sucessos nesta temporada cruel.
O Peixe, por seu lado, ganhou outra dimensão com a chegada de Robinho, o renascimento de Geuvânio e a recondução de Gabigol ao lugar de Damião. Trata-se de um time pleno de juventude, o que leva um certo tempo para amadurecer devidamente.
Mas ouso dizer que, se fosse assim armado desde o início do ano, estaria hoje brigando lá em cima e nos oferecendo um futebol daqueles que dão gosto de se ver. Mas, como diz o poeta-ministro, a perfeição é uma meta, defendida pelo goleiro (da Seleção).
De qualquer forma, prevejo um clássico muito interessante.