Ganso, o que mais?

Djalma Vassão/Gazeta Press
Djalma Vassão/Gazeta Press

O que esse rapaz precisa fazer mais para exorcizar de sua imagem esse estigma de jogador pouco participativo, que não entra na área e outras tantas bobagens que cercam os passos elegantes e lúcidos de Ganso pelos gramados brasileiros?

No meio de semana, fez aquele golaço contra o Huachipato. Neste sábado à noite, outro, diante do Bahia, gol, aliás, que nasceu de uma intervenção sua no meio de campo, cortando passe adversário, antes de avançar, limpar e bater de canhota no canto.

Há tempos, jogo a jogo, Ganso vem acumulando participações, ao mesmo tempo, solidárias e pontilhadas de lances de extra classe. E continua a mesma inhanha repetida pelos papagaios da mídia. Já é hora de mudar esse chip, minha gente.

O fato é que o gol de Ganso acabou dando a vitória para o São Paulo e reconduzindo seu time à vice-liderança, pelo menos, até o desfecho do jogo entre Inter e Corinthians, amanhã, no Beira-Rio.  Antes, Rogério Ceni, esse inacreditável goleiro goleador, havia aberto a contagem, numa cobrança de falta magistral. E, depois, Fahel, de cabeça reduzira para 2 a 1 o placar final.

A propósito do lance que originou o gol de Rogério vale lembrar que foi fruto maldito da interpretação errada que a arbitragem brasileira continua dando às últimas instruções da IB sobre bola na mão, mão na bola. O movimento de braços de Rafael foi natural, não intencional; portanto, legal. Errou o juiz. Como errou o juiz ao não assinalar pênalti em Luís Fabiano que sofreu carga de ombro pelas costas do adversário dentro da área.

Aliás, jogada muito parecida ocorreu pela manhã, com o nosso Fernandinho do City, em sua própria área. O juiz inglês mandou seguir e ninguém chiou. E olhe que aquele juiz marcou quatro pênaltis nessa partida, nenhum por toque de mão ou braço. Os ingleses inventaram o futebol moderno, suas regras, e a International Board, entidade que regula a aplicação das leis do futebol, tem sede em solo britânico. Pelo visto, eles não entendem nada do assunto. Quem sabe, deveriam vir beber das sábias fontes tupiniquins, hein?

Bem, voltando ao jogo em si, não, não foi uma noite exemplar do São Paulo, que teve o domínio da partida, mas sem a necessária agudeza no ataque, onde Kardec foi inútil e Luís Fabiano, que o substituiu, inócuo. Mesmo porque é preciso descontar o cansaço da viagem de ida e volta aos cafundós do Chile e tal e cousa e lousa e maripousa.

Já o Fluminense, que, segundo os relatos que vêm do Maracanã, também teve problemas diante do Criciúma, pelo menos, meteu 4 a 2 no adversário e saiu da zona de sombra em que se encontrava nas últimas rodadas.

Quem a ela recaiu foi o Grêmio, que, num jogo sonolento, não saiu do zero frente aos Goiás, na casa do inimigo. Pudera! Com tantos volantes, não se pode mesmo esperar muito mais não apenas do Grêmio como de qualquer outro time.

2 comentários

  1. Inhanha repetida pelos papagaios, seus colegas, C. Cardoso e F. Prado! Pois são os únicos que ainda não enxergaram o que todos nós enxergamos!

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