Verdão, de virada emocionante

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Sim, é verdade: a expulsão de Barcos, quando o Grêmio vencia por 1 a 0, aos 18 minutos do segundo tempo, foi decisiva para a virada emocionante do Palmeiras, nesta noite de sábado, no Pacaembu.

Mas, é preciso dizer que a expulsão foi merecida, na sequência de dois amarelos. Aliás, até que foi prorrogada pelo juiz, pois Barcos já deveria ter tomado outro amarelo muito antes, ainda na etapa inicial.

Além do mais, o Palmeiras foi melhor ao longo de quase toda a partida, com exceção daqueles minutos iniciais do segundo tempo, quando, por sinal, saiu o gol tricolor, em consequência de pênalti cometido por Valdívia e convertido pelo próprio Barcos.

E foi melhor porque Dorival Jr. soube desatar o nó da retranca de Felipão. Prova disso, o maior número de chances de gol criadas pelo Verdão, a começar por aquela jogada inicial de Cristaldo, que, sozinho, na cara do gol, chutou por cima. Só não desenvolveu mais seu jogo porque, obedecendo a velha máxima felipesca, segundo a qual ganha o jogo o time que faz mais faltas, o Grêmio desceu a botina pra valer e em sequência irritante pra quem quer ver bola rolando.

E olhe que o Grêmio tem um elenco superior. Mas, seu técnico prefere manter os melhores no banco, como, por exemplo, Fernandinho e Giuliano, que entrou no intervalo e foi o mote para aqueles breves momentos de bom futebol de seu time.

Mas, Dorival Jr. foi mais inteligente e sortudo. Aos 23 minutos, meteu o argentino Mouche em campo. Na primeira bola, de joelho, meio sem jeito, o gringo empatou. Logo em seguida, foi a vez do menino João Pedro, lançado outro dia por Dorival, que colheu de canhota um tiro certeiro, definindo o placar em 2 a 1m para o Verdão, que vai tomando forma e cara de time pra brigar por posições mais dignas de sua história.

Quanto ao Grêmio de Felipão, perdeu a chance de se distanciar do Corinthians e do Atlético na luta por uma vaga na Libertadores. Mas, há chão ainda.

6 comentários

  1. Hoje o verdão lavou a alma, além de dar um nó no ultrapassado felixão que só sabe reclamar da arbitragem quando perde, jogou bem e ganhou o jogo, e com barcos ou sem barcos o verdão ganharia o jogo, pois foi melhor os 90 min. Agora é se acalmar e ganhar mais alguns pontos pra não cair e se arrumar pra 2015 e ja na sua casa e com elenco digno da Arena!!!

  2. Que excelente matéria Sr. Alberto, parabéns!

    O meu verdão está finalmente se afastando de um local / zona que nunca deveria ter frequentado. Graças a Deus!

  3. Começou a operação para salvar o parmeirinha, o lance da expulsão do barcos foi simulada pelo jogador do parmeiras que se jogou conforme mostrou na televisão para cravar a falta e consequentemente a expulsão.Isto vocês jornalistas paulistas não falam,pois vocês só falam o que convém e quje seja sempre do lado dos medíocres times paulistas.O resultado foi prejudicado pelo lance e sem sombra de dúvida o parmeirinha cai pela terceira vez para segundona este ano.

    1. E não foi penalt, a bola pegou na cabeça do Valdivia! e o Barcos era para ser expulso no 1º tempo, junto com um outro cavalo que nem sei o nome! isso ninguém fala!

  4. Oliveira, meu caro…
    Seus ataque provinciano é mesmo a lastimar. Demonstra não só seu total desconhecimento do jogo da bola, como um complexo de vira-latas, bem definido pelo saudoso Nelson Rodrigues. Por isso, talvez, seja o bairrismo na imprensa a mais deletéria premissa, a que mais empobrece nossa já combalida crônica de futebol.
    A proposito,a grafia Parmera, com “r” e sem o “s” final, é oriunda do dialeto romano, o Romanaccio e não um erro crasso do do léxico luso-brasileiro. É, de fato, um motivo de orgulho trazer de nossos ancestrais esses italianismos. Saiba você que, na virada dos séculos XIX para o XX, de cada quatro paulistanos, três falavam o idioma de Petrarca e Dante e deles herdamos nosso falar cantado, nossos erres estendidos e outra centena de características que considero como nosso privilégio. Fossem, como você irresponsavelmente alude, um Estado de “times medíocres” e certamente V.Sa. não iria perder seu tempo em fazer alusão a eles. Não acho os times do Rio Grande medíocres, reconheço neles suas histórias e glórias, tanto o Inter quanto o Grêmio. Existe, por outras razões, mais polarização, já que são dois times de nomeada, como em Minas, contra 4 ou 5, tanto em São Paulo como no Rio. Não tome, porém, esses dados como deletérios ao seu “esprit-de-corps” dos pampas, mas é que é anacrônico, extemporâneo e acaba por expô-lo (individualmente, nada tendo a ver com seus conterrâneos) como um caipira cheio de ressentimentos. Não se importe tanto com o Palmeiras, com o Corinthians, São Paulo, Santos ou quem quer que seja. Trate de entender as forças do futebol brasileiro mais ou menos do jeito que são, Cuide se seu time e perceba que, ao emitir opiniões tão desprovidas de sentido, o efeito de sua pretensa indignação passa a ser cômica e farsesca. A propósito, leia Luiz Fernando Veríssimo.

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