
Foram dois lances absolutamente incríveis nessa emocionante vitória do Santos sobre o Botafogo, no Maracanã, em jogo disputado no fio da navalha até o apito final.
O primeiro deles, o pênalti que o juiz deixou de marcar a favor do Santos, pouco antes de expulsar Robinho. André Bahia agarrou Robinho na área, por trás, com os dois braços, as mãos juntando-se na altura do peito do peixeiro. Agarrou e ficou ali agarrando durante um longo tempo, o suficiente para que todos os árbitros, auxiliares, gandulas, o mundo, o visse claramente.
O outro, já no finzinho, quando o Glorioso apertava o Peixe, em busca do empate. Em jogada incisiva de Caju, Alan Santos, sozinho, ele e as redes vazias, na pequena área, chuta por cima o quarto gol santista.
Pinço esses dois lances, mas poderia listar mais uns três ou quatro, de lado a lado, que mudariam o placar se fossem concluídos de acordo com as regras da arte.
Jogo dilacerante, em que o Bota começou e terminou bem. No entremeio, deu o Santos, na base da velocidade e do talento, sobretudo de Robinho, autor dos dois primeiros gols de seu time, e de Geuvânio, que marcou o terceiro e decisivo ainda no primeiro tempo, num balaço sensacional de fora da área, com falha de Jefferson. O mesmo Jefferson que, em seguida, sairia de campo com o dedo fraturado.
Isso, sem falar na baixa de Emerson, também no primeiro tempo. Pois é, há coisas que só acontecem mesmo com o Botafogo.
Mesmo assim, no segundo tempo, o Botafogo, com as mudanças operadas por seu técnico Mancini, partiu pra cima do Santos, chegou ao segundo gol com Zeballos e desenhava no ar o empate a cada investida, até que Enderson Moreira se tocasse e trocasse o inútil Damião pelo volante Alan Santos, para reequilibrar seu meio de campo, além de colocar Patito no lugar de Giuvânio para assentar o passe lá na frente.
Aí, no contra-ataque, o Peixe bem que poderia ter ampliado o resultado.
De qualquer forma, um belo espetáculo de bola.
Enquanto isso, o Cruzeiro penava, com seu time misto, para ganhar do ABC por 1 a 0, já no finzinho, gol de cabeça do zagueiro Léo, em cobrança de escanteio. Mas, o fato é que a Raposa dominou a bola e os espaços. Só não conseguiu varar a defesa bem postada do ABC vezes suficientes para justificar placar mais contundente.