Ufa! Meno male!

Djalma Vassão/Gazeta Press
Djalma Vassão/Gazeta Press

Ufa! Meno male que o Palestra vai poder celebrar seu centenário, terça-feira, fora da zona da morte. Enfim, depois de uma série de dez jogos sem vitória (marca alcançada a última vez por aquele Palmeiras do Felipão que acabou rebaixado), venceu uma. Desta vez, no Pacaembu, contra o Coritiba, outro verde que amadurece naquela região tão insalubre da tabela.

Foi por 1 a 0, gol do lateral-esquerdo Juninho em jogada sensacional do volante Marcelo Oliveira, que se infiltrou pelo meio, passando por três adversários, antes de servir de bandeja o companheiro, logo ao 14 minutos de bola rolando.

E, até o fim do primeiro tempo, o Verdão conseguiu colocar a bola no chão e envolver o Coxa, sem correr maiores riscos, embora também não criasse muitas chances claras para ampliar o placar. Para completar a festa, antes do apito final, ganhou mais um jogador em campo, com a expulsão de Leandro Almeida, beque e capitão do Coritiba.

Eis, porém, que, mesmo com a vantagem no marcador e em campo, o Palmeiras do segundo tempo foi a antítese do primeiro: recuou, dando campo às manobras do Coxa, e passou o resto da partida tentando acertar um contragolpe que morria no nascedouro do passe forçado e errático.

Bem que poderia ter chegado ao segundo gol, em jogada pela esquerda – assistência de Wesley para Henrique no meio da área, sozinho; mas, o chute saiu pra fora. Assim como o Coritiba poderia ter empatado, já no finzinho, naquele tiro cruzado de Elber que saiu pela linha de fundo.

Bem, mas, nesta quadra da vida palmeirense, vale comemorar essa vitória apertada como se fosse a conquista de um título mundial. Pois, quem sabe, ela não sirva pra colocar os nervos da moçada no lugar, o que já seria um grande passo para o Palestra iniciar sua caminhada em direção a posições mais dignas de sua gloriosa história. E, por fim, no próximo ano, aí, sim, começar tudo de novo.

Galooo!

Jogo bom mesmo de se ver foi o que antecedeu ao do Palmeiras e Coritiba. No Independência, o Atlético Mineiro, que busca se reencontrar nas mãos de Levir Culpi, não só bateu o vice-líder Inter, por 1 a 0, gol de Tardelli, como jogou no seu melhor estilo – em alta velocidade, sempre em busca do gol.

Assim como, aliás, o Inter, que, embora levasse um sufoco nos primeiros trinta minutos de partida, com a entrada de Alex no lugar de D’Alessandro, machucado, equilibrou as coisas, e, dali pra frente, foi lá e cá, com direito a belas intervenções dos dois goleiros e ao gol mais perdido da história. Foi assim, ó: bola que sobra pra Rafael Moura na pequena área, goleiro batido, estirado no chão; o artilheiro chuta e… bola no poste. Se tentar repetir esse lance, nem em cem vezes Rafael acerta uma.

De qualquer forma, esse resultado valeu para atiçar as esperanças de Corinthians e São Paulo, que podem terminar a rodada acima do Colorado, além de carimbar a convocação de Tardelli para a Seleção, com uma exibição de primeira, e não só pelo gol da vitória.

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