
Um duende brincalhão passeou esta noite pelos campos da Copa do Brasil semeando surpresas onde os grandes pisassem.
Caso contrário, como explicar esse placar: Ceará 3 x Inter 1; São Paulo 1 x Bragantino 3, e, estupor geral – 5 a 2 para o América de Natal em pleno Maracanã sobre o Fluminense?
É verdade que o São Paulo já entrou no Morumbi com o pé esquerdo. De cara, faltou luz, o que chegou a ameaçar até mesmo a realização do jogo. O frio ártico e a chuva esvaziaram as arquibancadas do estádio, e Muricy resolveu poupar não só Kaká como também três quartos de sua defesa titular. Bem, se a titular já anda fazendo água, que dizer da reserva?
Isso, porém, não explica a derrota inesperada que eliminou o Tricolor da Copa do Brasil antes da hora, quando um simples empate o levaria à frente. Há que se dar valor à atuação do Braga, que, mesmo levando um gol de início (de cara, do goleiro Renan), levantou a crista, partiu pra cima do São Paulo, criou várias chances, fez três e poderia ter chegado aos cinco se Paulo Miranda não salvasse bola em cima da risca e o juiz desse o pênalti que ele cometeu.
De seu lado, o Tricolor foi de uma impotência irritante, sem força nem técnica para, ao menos, segurar a onda diante de um adversário de parcos recursos mas muito decidido.
Não vi os jogos do Castelão e do Maracanã, mas os resultados são eloquentes.
No Sul, havia quem dizia que o Inter entraria com um time misto pois, desde que não alcançara resultado positivo no jogo de ida, estava mesmo de olho era na Sul-Americana, além, claro, do Brasileirão, onde é vice-líder. Olho a escalação, porém, e não vejo tantas mudanças assim, a não ser uma, substancial, a ausência de D’Alessandro.
Já o Flu, nem isso, pois até Fred esteve em campo e andou marcando um gol, depois de longo período de estio.
Foi o duende, meu, podes crer.