
Pato volta a ser titular no time em que virou reserva, na noite desta quarta-feira, contra o Bragantino, pela Copa do Brasil. Agora, na posição de centroavante, já que Luís Fabiano segue no estaleiro e Alan Kardec não pode atuar nesse torneio, pois já o fez com a camisa do Palmeiras, em fase anterior. De quebra, sem Kaká, machucado.
E aqui parece residir parte significativa das tantas dúvidas sobre o futebol de Pato desde que se recuperou no Corinthians das tantas e recorrentes lesões nos tempos do Milan: é centroavante, é atacante pelos lados, é meia ofensivo, qual é realmente a do Pato?
Tenho pra mim que é, sobretudo, a falta de sequência de jogos, o que o amigo pode constatar facilmente quando ele tenta o drible reto e a bola vai além do limite do seu controle, facilitando o corte do adversário. E essa intermitência nas suas participações se dá exatamente porque seus treinadores ainda não definiram qual o melhor lugar para Pato no time. Foi assim com Tite, e tem sido assim com Muricy, dois treinadores de escol, diga-se. A isso se junta a desconfiança de que Pato, embora já adulto e vivido no futebol, continua sendo, de mente e alma, um adolescente, o mesmo que partiu do Inter para o Milan aos 17 anos de idade.
Acontece. Há garotos que amadurecem rapidamente, e há adultos que ficam presos à adolescência até os cabelos embranquecerem. Você vê isso todo dia, tanto no futebol quanto na vida.
Moço, boa pinta, saudável, rico, cercado de tentações por todos os lados, não sei se vai na onda ou não. Só sei que é disciplinado, comparece aos treinos na hora certa, se esforça como todos os outros etc., segundo os relatos dos que cobrem o dia a dia do São Paulo (no Corinthians, idem com batatas).
No meu time, jogaria com a camisa 9. Não aquele estafermo enfiado na área, aparando bolas para os companheiros que vêm de trás, ou pegando rebotes dos goleiros. Mas, o centroavante móvel, fluido, que ora descai para os lados, ora vem aqui participar da armação pelo meio, ora está lá na área para colher o chute ou a cabeçada fatal. É veloz e hábil para exercer essas funções.
De resto, gastaria precioso tempo ao pé do ouvido do craque, aconselhando-o e estimulando-o a crescer rapidamente, como sentenciava Nélson Rodrigues na tv, com aquele olhar bovino e a voz grave e rouca:
– Jovens do meu Brasil! Envelheçam, rapidamente!
Eu acho que o que está acontecendo com o Pato no São Paulo, foi a mesma coisa que aconteceu no Corinthians. Me lembro q
Corrigindo o comentário acima, : Eu acho que o que está acontecendo com o Pato no São Paulo, foi a mesma coisa que aconteceu no Corinthians. Me lembro que quando Pato jogava bem pelo timão, no jogo seguinte o Tite, para conservar a sua panelinha, deixava o Pato na reserva. Não estou dizendo que o Muricy tem também a sua panelinha, mas se esse jogador não tiver uma sequência não vai chegar a lugar nenhum!
Alberto,
Pato e Ganso são um problema. Nasceram em época errada.
Ou, pior, não veem futebol internacional, nem prestaram atenção na Copa.
Solução para eles: Se um dia Falcão migrou do futsal para o futebol de campo, por que estes rapazes não fazem o caminha inverso?
Alberto, minha opinião sobre o Pato é a de que ele sofre do mal dos técnicos de privilegiarem (ou seria se amarrarem?) o esquema tático em detrimento das características dos jogadores. Explico:
Com essa “nova onda” de se copiar o que está dando certo num lugar (time), nossos “professores” “entendem” que os seus times devem ser montados no 4-2-3-1, independente das características de seu jogadores! Sendo que, 2 desses 3 que jogam no meio, os extremos, eles são mais “assistentes de lateral”, ou seja, devem acompanhar o lateral adversário até o seu campo defensivo, “assessorando” seu lateral nos trabalhos defensivos e depois, só depois, atacantes/meias que devem se preocupar em atacar e ajudar o único atacante de ofício…aí fica difícil!!!
Como o Pato não tem essa característica de vir até o campo defensivo acompanhar o lateral adversário, muito menos de ser aquele 3º homem no meio, o mais centralizado, que tem a função de “criar” para o atacante de ofício e de se aproximar dele, e também (ufa!) fazer “sombra” aos volantes adversário, e muito menos de ser esse único atacante de ofício que faz “parede” para os outros ou joga na área, na opinião dos nossos “professores” ele não se encaixa no futebol moderno…
A conclusão? Simples, o Pato é segundo atacante, é aquele homem que joga junto de um atacante mais fixo, caindo pelos dois lados, ou mesmo trocando de posição com esse homem na frente, ora na área, ora pelos lados, mas nunca fixo, aproveitando a técnica refinada que ele tem, o raciocínio rápido e boa finalização com os dois pés. Ou seja, aquele segundo homem que víamos na frente a bem pouco tempo no famoso 4-4-2…
Tem dúvidas sobre o que estou afirmando? Basta rever como ele jogou quando teve Shevchenko (mais móvel) em 2008 e 2009 (sem contusões!), com Ibrahimovic (mais fixo) em 2010 (mesmo com contusões) ao seu lado. Ele jogou muito, não foi pouco não, jogou muito!
Agora veja o que o Tite fez com ele, ou o que o Murici está fazendo agora, tentaram “encaixar” ele numa dessas 4 posições do meio/frente onde ele não rende, pois eles definiram que o esquema (4-2-3-1) é mais importante do que as características dos jogadores, logo, o Pato não serve para o futebol(?) moderno(?) que os times(?) deles(?) praticam(?)…
Pobre futebol brasileiro nas mãos dos nossos “professores”, pobre!!!
Ufa! Ainda há vida inteligente no Planeta Bola.