
Em menos de dez minutos, o campeão atual e líder do Brasileirão Cruzeiro já havia metido 2 a 0 no Verdão , com Ricardo Goulart aproveitando estocada de Marquinhos pela direita, e Manoel, de cabeça, em cobrança de falta do mesmo Marquinhos.
E aqui vale exaltar o trabalho do técnico Marcelo Oliveira, capaz de receber jogadores desacreditados em outros grandes do Brasil e colocá-los na ponta dos cascos. Marquinhos e Ricardo Goulart são dois dos muitos exemplos desse Cruzeiro que flutua lá no alto sozinho e seguro.
É verdade: o Palmeiras reagiu a partir da entrada de Felipe Menezes, um meia, no lugar do volante Eguren, que até agora não disse a que veio, ainda no primeiro tempo. Mas não chegou a criar chances de ouro, a não ser aquele cabeceio contra de Marcelo Moreno, que se chocou com o poste azul, em cobrança de escanteio.
No segundo tempo, chegou ao seu gol com Tobio, de cabeça, pressionou, mas acabou somando mais uma derrota, em pleno Pacaembu.
Já o Corinthians, aquele que continua mais próximo do líder, repetiu o lugar-comum dos últimos tempos: firme na defesa, mais uma vez, não soube sobrepujar a marcação do Vitória, no Barradão. E tudo por causa da falta de criatividade de seu meio de campo, apesar da presença ali de Elias, Petros, Jadson e, depois, Renato Augusto e Romero, recém-contratado.
O fato é que foi mais um jogo chato, desprovido de imaginação e lances de efeito.
Em todo caso, o Timão está ali na bica. Quem sabe, numa hora dessas quebre esse círculo de giz em que está encerrado há tanto tempo, desde antes da volta de Mano Menezes.
Tragédia mesmo, porém, foi a vivida pelo Flamengo lá no Beira-Rio, ao levar mais um chocolate, desta vez, do Inter: 4 a 0, o que mantém o Rubro-Negro no fundo do poço sem dar sinais de recuperação breve. Pelo que se conhece de nossos cartolas, os dias do técnico Franco estão contados.