Os lá de cima

Washington Alves/Gazeta Press
Washington Alves/Gazeta Press

Finda a décima rodada do Brasileirão – a primeira depois da Copa -, o que vemos ali na ponta da tabela? O atual campeão, o Cruzeiro que ontem bateu com categoria o Vitória, por 3 a 1, seguido de perto por Corinthians e São Paulo. Um pouco mais abaixo, Sport, que empurrou o Flu pra baixo, ao lado do Santos, com a mesma pontuação.

Claro que é muito cedo pra se fazer qualquer previsão quanto à conquista do título. Mas, podemos conjecturar sobre os caminhos que se abrem para essa turminha lá de cima, não sem antes advertir que boto fé numa recuperação do Flu de Conca, Cícero, Walter, Fred e cia.

Bem, o Cruzeiro dá sinais de que não mudou seu encaixe, uma sutil combinação de jogo coletivo e individualidades, sempre voltado para o ataque, sob o comando de Marcelo Oliveira no banco e de Everton Ribeiro em campo. É praticamente o mesmo da temporada passada, o que lhe permite sonhar acordado com o bi, principalmente, por contar com o Mineirão renovado novamente.

O Corinthians, por sua vez, deu mostras claras de sua capacidade competitiva, a exemplo das últimas temporadas: muita dedicação na marcação; logo, defesa forte etc. Mas, a exemplo de tempos recentes, desde Tite, não passa aquela sensação de volúpia pelo gol. Faz o placar, quando se aproveita bem das hesitações do adversário, e, em seguida, cai na defesa à espera do erro inimigo para contra-atacar. É um jeito de ver as coisas, que muitas vezes obtém o resultado mas não encanta o torcedor. Pelo menos, foi assim na vitória sobre o Inter, um time muito mais categorizado do que o Bahia, derrotado com folga pelo São Paulo na véspera.

Já o Tricolor foi a antítese do Timão. Aliás, foi a antítese de si mesmo, ao praticar um futebol de toques envolventes e sempre em busca do gol, mesmo vencendo, enquanto teve pernas.

Não dá, porém, para prever se esse mesmo estilo se repetirá diante da Chapecoense, amanhã, já que Muricy avisou de antemão que fará mudanças para não sobrecarregar alguns jogadores, nesta volta aos campos, sempre tão delicada para os músculos e os pulmões dos atletas. Muito menos quando o Tricolor cruzar com um dos grandões do Brasil. Às vezes, a troca de apenas um jogador – e não falo das estrelas do time -, pode fazer uma grande diferença. No caso, por exemplo: a substituição de Maicon por Denílson, como ocorreu contra o Bahia. Pode até ganhar em combatividade mas perde demais no controle dos passes, essência desse Tricolor que se insinua neste segundo semestre.

Por fim, Sport e Santos. O Sport, que bateu o Botafogo, pega o Goiás, domingo, na casa do inimigo, apostando no poder de sua defesa. Um empatezinho até que virá a calhar. Mas, apesar da excelência do trabalho de Eduardo Batista e das conquistas recentes do Leão, tenho minhas dúvidas que o elenco aguente o repuxo daqui pra frente.

Quanto ao Santos: o contrário: aposta num jogo ofensivo, calcado na velocidade e habilidade de seus meninos. É aquele negócio: ou vai ou racha. Desconfio que vai.

 

 

 

3 comentários

  1. Acho que o Mano está acertando o Corinthians devagar como fez na série B. O Mano não é retranqueiro na minha opinião. Acho que ainda vai dar liga!

    1. Oh meu querido! Como é bom poder ler teu blog novamente, havia perdido teu rastro desde a última mudança. Já guardei entre os favoritos e estou lendo todas as colunas da copa.
      Um grande abraço de um fã de carteirinha!

Deixe um comentário para Böemer Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *