Deu Alemanha. O futebol agradece.

Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press
Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press

Kramer no lugar de Khedira? Sim, senhor: pra surpresa geral, Khedira não resistiu ao aquecimento e o garoto Kramer à entrada de um argentino que o levou a nocaute. Eis que o técnico Low, então, é forçado a queimar sua penúltima reserva ofensiva: Schurrle, que entra pela esquerda, permitindo a Ozil jogar pelo meio, seu lugar preferido, incrementando ainda mais o ataque alemão.

Sim, porque a Argentina entrou em campo decididamente a não tomar gol, toda fechadinha lá atrás, à espera de que Messi resolvesse tudo lá na frente. Mesmo porque não se pode confiar em Higuaín que recebeu um passe de cabeça inesperado de Kroos, sozinho, ele e o goleiro, e chutou pra fora.

Messi mal tocou na bola, mas quando o fez, sai de baixo. Foram três investidas lancinantes que, se houvesse alguém ao seu lado, los hermanos já estariam celebrando a conquista da Taça. E, logo no comecinho do segundo tempo, quem diria, sozinho, Messi chuta cruzado, pra fora.

Já os alemães quase o fizeram naquela cabeçada letal de Howedes que deixou a baliza azul balançando até agora, no finalzinho da primeira etapa.

E, sim, aquele lance, já metade do segundo tempo consumido, quando Schurrle, na bandeja, hesitou.

Até aí, azuis e brancos dividiam o tempo e o espaço da bola, quase meio a meio. Ora, um dominava, rondava a área inimiga e… nada. Ora, era a vez do outro, idem com batatas.

Sabella que já havia investido em Aguero, aos 32, trocou Higuaín por Palácio. No entanto, é a Alemanha que passa a ser mais incisiva. E, já de olho na prorrogação, Low promove a troca de Klose por Goetze, no finzinho do tempo regulamentar: mais habilidade e menos contundência.

E, logo no início da prorrogação, Schurrle perde de novo ótima chance.

Nada nem próximo à que Palácio teve a seus pés, tentando encobrir Neuer, desatradamente.

E vai e vem e vorta e tal e cousa e lousa e maripousa, como diria Seu Barbosa, bola alçada na área para Goetze matar no peito com classe e tirar de Romero. Era o tetra alemão. Não, porém, sem antes Messi jogar aos céus a última esperança como se fosse o anti-Messi.

Merecidíssimo.

Aliás, o futebol agradece a esses alemães com toque de Guardiola por evitarem que os pragmáticos de plantão voltassem a resgatar a famigerada retranca como a forma mágica de se ganhar Copas, do Mundo ou do diabo a quatro.

 

4 comentários

  1. Sr. Alberto, que bom que o senhor veio para a Gazeta que estava carente de profissional do seu quilate. Agora com o Senhor, Vanderlei, e o Godoy, fica um time mais compacto e sério.
    Muitas vezes concordo com sua analise, outras vezes não, mas isto faz parte da vida de cada um de nós. Ouvindo o senhor ontem á noite no mesa redonda, vocês foram unanimes, em criticarem o Felipão após o Vexame, vocês deveriam fazer isto antes da copa, com a vivencia, e conhecimento de futebol alertando sobre as convocações equivocadas, apadrinhamento escandaloso com alguns jogadores, sistema tático nenhum, este técnico teve uma passagem apagada no Chelsea, treinou um time Russo sem expressão nenhuma, veio ao Brasil e afundou o Palmeiras mandando-o a segunda divisão, e OBSERVEI QUE 95% DOS JORNALISTAS APOIARAM, ENDEUSARAM, ASSINARAM EMBAIXO TUDO QUE ESTE TREINADOR E SUA COMISSÃO TÉCNICA FEZ DE ERRADO, Foram poucos os que anteciparam esta tragedia. Como disse o Godoy, agora o leite derramou, não adianta mais. A vaca foi para o brejo. Ao contraio de foi dito, Temos sim uma geração de jogadores talentosos, é só garimpar pelo Brasil e mundo afora, que formamos 04 seleções que dá para competir em alto nível, com um treinador bom, atualizado, não esta coisa que tínhamos. Quanto a ter um só jogador que desequilibra, me apontem uma seleção que tem mais que um. Alemanha tem um bom time, sim, entrosado, mas penou para ganhar da Argélia, e com este time da Argentina que só tem Messi, sofreu para ganhar de 1 x 0, e a argentina perdendo 03 oportunidades de ouro para sair na frente do placar. Então, não é esta sumidade imbatível não.Mais uma vez a voz corrente da mídia vai em direção errada.

    1. Meu caro Lima. Obrigado pelo apreço. Quanto à sua ressalva, enquanto tive espaço na internet, em jornal e na tv, critiquei Felipão desde sempre. Critiquei sua escolha quando Mano começou a acertar o time, depois de roer o osso da renovação. E critiquei a convocação desde antes da Copa da Confederação, por privilegiar os volantes em, detrimento dos meias, justamente na zona de criação que foi nosso buraco negro. Portanto, não me inclua na turma do oba-oba, pois minha oposição a ele custou-me caro, amigo, creia.

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