Que vergonha!

Washington Alves/Gazeta Press
Washington Alves/Gazeta Press

Acompanho futebol – por rádio, jornal, cinema, tv e nas arquibancadas – há mais de sessenta e cinco anos. Quer dizer: mais da metade do tempo em que o profissionalismo foi implantado no futebol brasileiro e um pouco menos desde que a bola começou a rolar por aqui ainda nos tempos do amadorismo.

Pois, confesso, entre envergonhado e indignado, que jamais soube de vexame tão monumental como o vivido pela Seleção Brasileira de Felipão diante da Alemanha, em pleno Mineirão, pelas semifinais da Copa do Mundo. E, se recorrermos aos alfarrábios, nem assim encontraremos algo parecido.

Nem de longe se compara o trágico Maracanazo de 1950, que segui pela voz do saudoso e querido Pedro Luís na antiga Panamericana, a Emissora dos Esportes.

Sete a um, meu? Na base do cinco vira e sete acaba?

Inútil desperdiçar o tempo do leitor (a) descrevendo a partida, as eventuais alternâncias táticas, o relato dos números do jogo, pois não há quem tenha deixado de ver essa tragédia, no campo ou na tv. Mesmo porque foi um baile, um massacre alemão sem precedentes. O Brasil, com exceção dos poucos minutos do início do primeiro e do segundo tempo, quando se atirou ao ataque com certa ênfase, o resto da partida parecia um bando de juvenis enfrentando um campeão do mundo de profissionais.

Claro que Neymar e Thiago Silva fizeram falta, sobretudo o pequeno gênio de São Vicente.

Tampouco, se comparados os currículos de jogador por jogador das duas equipes, a diferença a favor da Alemanha nem é assim tão acachapante.

A grande, abissal, incomparável diferença está na essência do futebol de lá e de cá.

Enquanto o nosso futebol segue regredindo em todos os sentidos – conceito de jogo, calendário e tudo o mais, eles se aprimoram a cada ano em todos esses aspectos.

Ah, mas nosso time todo joga Europa e tal e cousa e lousa e maripousa. A questão, porém, não está nos pés dos jogadores; está na cabeça dos nossos cartolas e técnicos.

Que seguem, arrogantemente, se justificando diante da mídia – e pior, dirigindo os seus times -, a exemplo de Felipão, depois da catástrofe, ao não admitir que haja um atraso brutal na maneira de encarar o futebol, nos planos táticos e estratégicos.

Aliás, a entrevista do técnico brasileiro após o jogo é um compêndio do primarismo que nos rege. Perdemos um jogo, e daí? Sou o único culpado, mas fiz tudo certo. Houve um apagão depois do primeiro gol sofrido que permitiu os alemães a dispararem no placar. Acontece. E assim vai.

E assim, desgraçadamente, irá caminhando nosso futebol, que nesta terça-feira já bateu no fundo do poço.

 

 

14 comentários

  1. minha curta analise…
    o jogo mais emocionante que eu assisti durante os 90 minutos foi Honduras e Equador…
    e acredito que qualquer um dos 2 bateriam no Brasil…

    O que deu errado:
    Naum acho justo por culpa individual em nenhum jogador….
    a culpa foi do time…
    perceba que nenhum gol alemao foi de jogada individual… TODOS foram passes precisos…
    o Brasil precisa aprender jogar como um time.. passar a bola com perfeicao… O Brasil naum sabe fazer isto…
    O Brasil na maioria tem 11 estrelas de constelacoes diferentes….

    o Time sao de 11 jogadores… naum venha me dizer que 2 (Neymar e Tiago Silva) saum capazes de afundar o time se naum jogarem… e os outros 20 convocados ??????

    Mano…
    Ficou na historia… o time que tem mais canecos, levou a pior lavada numa semifinal…. em casa….

    Mano, e’ “soda” …
    Comissao tecnica tem que cair fora no dia seguinte do termino da copa.
    se eles forem dignos, entaum demitam-se….

    Mano… o Futebol mudou… ja’ foi o tempo que os outros paises eram fregueses….
    agora e’ jogo de velocidade e tatica….
    naum tem mais firula….

    de novo…. qual foi o gol de jogada individual da Alemanha ???? nenhum !

    era um “TIME” jogando… naum um “Neymar” ou um “Klose”….

    Mano… naum fica triste naum….
    o importante e’ desfazer a comissao tecnica e reformular a CBF….
    eu ate’ contrataria um tecnico estrangeiro…. para mudar a putaria do jogo bonito e visar um placar bonito…

    agora com a inflacao ressurgindo O Brasil precisa limpar a casa como se faz depis de todas as festas…

    e pagar o cartao de credito pelas despesas da copa…. ainda que muito era necessario (aeroportos, infra-estrutura, etc..)

    FORA OS PTRALHAS tambem…

    1. O Felipão subestimou a Alemanha,achando que com esse time limitadíssimo poderia entrar ofensivo esquecendo-se de fechar o nosso meio.
      Os jogadores não estavam atentos,focados,como estavam os alemães no tempo todo.
      Resultado:a realidade triste veio a tona.
      Má convocação, sem li´deres
      Sem esquema de jogo
      Pouco treino e muito oba oba como comerciais,corte de cabelos diferenciados para cada jogo,chuteiras coloridas,brincos,tatuagens,enfim esquecendo o foco da doação máxima no jogo.Lamentável e nescessário uma reviravolta geral urgentíssima na CBF,seleção,etc…

      1. Errar é humano, porém persistir no Hulk e no Fred é burrice. Para mim esse jogo mostrou o que eu já sabia, o Felipão é um técnico razoável. Ganhou em 2002 pois tinha grandes jogadores. Fora isso o cara e’ cabeça dura demais. O Brasil do Mano Menezes estava muito melhor que esse time que não convenceu durante toda a copa.

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