Charlie Whiting (1952–2019)

Foto: AFP

A Fórmula 1 perdeu um de seus mais competentes e gentis dirigentes esportivos: o inglês Charles Whiting, diretor de corrida desde 1997, morreu na madrugada passada, vítima de uma fatal embolia pulmonar, em Melbourne, nas vésperas da primeira corrida do Mundial 2019. No GP da Austrália, ele será substituído pelo australiano Michael Masi. Mas quem pode substituir Charlie?

“Estou muito triste. Para mim ele era um mestre. Nos tratava com respeito e educação como nunca vi. Sinto como se perdesse alguém muito próximo” diz Luis Ernesto Morales, engenheiro-chefe do GP Brasil de F1, que mantinha contato permanente com Charlie.

Conheci Charlie há muitos anos. Desde os tempos em que trabalhava na equipe Brabham, de Bernie Ecclestone, depois de uma rápida passagem pelo team Hesketh. Charlie chegou à equipe em 1980 e deu sorte. A dupla Nelson Piquet e o projetista Gordon Murray levantaram os títulos mundiais de 1981 e 1983. Charlie era um de seus mecânicos.

Quem me apresentou Charlie foi Bernie Ecclestone comentando: ‘com ele, o título mundial está perto’. E estava.

Na FIA desde 1988, Charlie assumiu em 1997 a direção de corrida. Discreto, minucioso, ele também era o responsável pela segurança dos autódromos que visitava ao longo do ano, trocando informações com os responsáveis e sugerindo, a cada ano, de acordo com a evolução da categoria, mudanças aqui e ali. Entre quarta e quinta-feira, antes de cada GP, ele percorria a pista, parando nos pontos cruciais e observando tudo o que tinha sido feito.

‘E com imensa tristeza que tomei conhecimento da morte de Charlie. Ele era uma figura central e única na Fórmula 1, com espírito e ética’, disse o presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Jean Todt.

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