Jean Todt no Brasil: segurança no trânsito e a formação de pilotos

Foto: Denis Ribeiro/AAB

O presidente da Federação Internacional de Automobilismo – FIA – o francês Jean Todt está no Brasil para dar sequência à campanha internacional de segurança no trânsito, apoiada oficialmente pelas Nações Unidas, e para incentivar a prática do automobilismo esportivo.

“Este país tem mais de 200 milhões de habitantes e forte tradição no automobilismo. É preciso contar com mais pilotos nas categorias de base”, disse ele durante reunião, domingo, em São Paulo.

Todt reuniu-se com dirigentes da Confederação Brasileira de Automobilismo, Associação Automobilística do Brasil, Automóvel Clube Brasileiro e o ex-piloto Felipe Massa. E elogiou o trabalho da AAB – Associação Automobilística do Brasil – por conta de sua participação na campanha de prevenção de acidentes. No GP Brasil de F1 de 2017, a AAB apoiou a iniciativa da Minicidade Renault, realizada em Interlagos pela montadora e promotores do GP, um projeto que leva orientação de trânsito e segurança para crianças de escolas públicas de diversas cidades brasileiras, através de jogos e brincadeiras. Na ocasião, o diretor da AAB Gabriel Rohonyi e a secretária geral Kátia Reimberg responderam perguntas de autoridades da FIA sobre a Minicidade.

A AAB, fundada por empresários em 2002, está desenvolvendo, com o apoio da Polícia Militar Rodoviária do Estado de São Paulo, um projeto novo de conscientização de crianças (como pedestres e passageiras de veículos) e adolescentes (muitas vezes inclinados a assumir riscos) sobre segurança e prevenção de acidentes.

Participaram ainda da reunião com Jean Todt em São Paulo o ministro das Cidades, Alexandre Baldy, e o deputado federal Hugo Leal (PSD-RJ), autor do projeto Lei Seca. Hoje, Todt reuniu-se com autoridades do governo federal, em Brasília.

Sobre a campanha ‘FIA Action for Road Safety’ (Ação para Segurança no Trânsito), Jean Todt mostrou-se preocupado com a situação brasileira cujas estatísticas apontam para cerca de 50 mil mortos todos os anos. “É muito grave. É importante continuar com campanhas sobre o uso de cintos de segurança, capacetes para motociclistas e orientação correta nas estradas e vias”, disse. Como bons exemplos, Todt citou a Suécia, Suíça, Noruega e Reino Unido onde o número de acidentes caiu. O objetivo da campanha global é reduzir drasticamente o número de mortos em todo o mundo que, atualmente, chega a 1,2 milhão por ano.

Foto: Denis Ribeiro/AAB

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