
O ano está chegando ao fim. E, salvo alguma surpresa, ainda não saberemos quem ficará com a última vaga aberta do grid de 2018. O companheiro de Lance Stroll, na problemática equipe Williams, será Robert Kubica, como já estava acordado (e, dizem, até com o contrato assinado) ou o russo Sergey Sirotkin que atravessou o acordo na última hora, garantindo um patrocínio três vezes maior para a equipe?
Se o contrato, realmente, já estava sacramentado pode ser que, nessa altura, a Williams esteja buscando uma saída para o impasse. Esta, possivelmente, é a última chance para Kubica retomar a carreira. E, apoiado por ninguém menos do que o campeão mundial Nico Rosberg, deve tentar com todas as armas a permanência na escuderia de Frank Williams. Pode ser que a questão ainda demore e só seja resolvida mesmo no ano que vem.
É claro que esta questão com valores de patrocínio é delicada. Por um lado tira uma certa credibilidade da escuderia que passa por cima da técnica para receber um valor mais alto. Mas, por outro, como se tornar eficiente e lutar por boas classificações sem condições de bancar todas as despesas que esta pretensão envolve? Com exceção de Mercedes, Ferrari, Red Bull e, talvez, Force India, as demais dependem de maneira crucial do dinheiro que os pilotos alavancam com patrocinadores. O formato ideal é que a equipe buscasse os maiores patrocinadores e tivesse liberdade para escolher os melhores pilotos. Mas nem sempre é assim. Felipe Massa só não permaneceu mais um ano na equipe porque, como piloto de currículo indiscutível, não se submeteria à condição de ter de conseguir um patrocínio para continuar correndo.
Eu, do meu lado, acho que as equipes menores poderiam jogar com um piloto novato que traz um patrocinador e outro, de mais categoria, sem a mesma obrigação, que seria responsável por conquistar os resultados e garantir o bom acerto dos carros. Esse, talvez, fosse o formato ideal. Se você contar com dois pilotos que trazem patrocínio mas ainda não suficientemente experimentados para desenvolver o carro ou obter pontos nas corridas qual a vantagem de se ter uma situação financeira estável?
O futebol inspira o automobilismo
A descrição de companheiros que assistiram às 500 Milhas de Kart, na Granja Viana, mostram que, infelizmente, a selvageria que impera no futebol brasileiro começou a chegar no automobilismo. A confusão generalizada no kartódromo, choques propositais (sem avaliar os riscos), cenas de pugilato entre pilotos, desclassificações, etc. prejudicaram inclusive a principal atração da prova, Felipe Massa. Penas severas serão impostas aos responsáveis?