
O único piloto do grid atual da Fórmula 1 com moral para ‘demitir’ uma montadora é o espanhol Fernando Alonso. Lewis Hamilton e Sebastian Vettel nem pensar porque correm por equipes de fábrica. Alonso, portanto, ganhou a parada e a Honda sai pela porta de trás da McLaren. Será substituída pela Renault a partir de 2018.
Os detalhes do acordo já são conhecidos por quem frequenta o blog Velocidade: a Renault saiu da Toro Rosso, abrindo caminho para a Honda. E, em troca, levou o piloto espanhol Carlos Sainz Jr. para reforçar sua equipe oficial no ano que vem. A Toro Rosso é uma equipe de discreta expressão e servia até então como trampolim para a Red Bull como aconteceu na troca de Max Verstappen por Daniil Kvyat.
As dúvidas agora só serão solucionadas a partir do começo do campeonato do ano que vem. E se a Honda, ferida em seus brios, acabar desenvolvendo um motor potente – como já demonstrou no passado – será que Fernando Alonso (e a McLaren) se arrependerão da decisão? E se a Renault – que já fornece motores para a Red Bull (pelo menos até o final de 2018) e cuida da própria equipe – não conseguir atender bem às necessidades da McLaren?
Neste sábado, em Cingapura, a Honda colocou os dois carros da McLaren entre os dez primeiros. A Toro Rosso também chegou ao Q3 com Carlos Sainz Jr. em 10º. A Toro Rosso com o motor Honda poderá chegar mais longe?
Na disputa do GP de Cingapura, neste domingo, às 9h (transmissão pela TV Globo e BandNews FM), Sebastian Vettel deu um passo grande para a vitória cravando a pole. Vale lembrar que das nove corridas já disputadas neste circuito, em sete a vitória ficou com o pole. E Vettel é exatamente quem mais venceu em Cingapura: quatro vezes. E marcou pontos nas nove corridas que disputou, classificando-se nunca abaixo do quinto lugar. As Mercedes que saem da terceira fila terão muito trabalho. E a largada promete: Vettel e Verstappen na primeira fila.