
Na corrida noturna de Cingapura, a Fórmula 1 terá uma nova batalha pelo título mundial de 2017. Lewis Hamilton lidera o mundial, pela primeira vez, desde o GP da Itália. E a Mercedes julga fundamental manter o piloto inglês na ponta da tabela e não permitir que Sebastian Vettel volte à liderança. Mas não será fácil. A diferença de três pontos não garante nenhuma comodidade. A única certeza: quem largar na frente terá ótimas chances de vitória. Mas o traçado é traiçoeiro.
Na prova noturna de Cingapura, o traçado de rua pode beneficiar mais a Ferrari do que aconteceu em Monza. E uma nova mudança na ponta do campeonato não pode ser descartada. E deve-se levar em consideração que Vettel é o recordista com quatro vitórias neste GP. O GP de Cingapura será disputado neste domingo, às 9h (de Brasília) com transmissão pela TV Globo e BandNews FM. A classificação, no sábado, começa às 10h.
A equipe que mais venceu em Cingapura foi a Red Bull com três conquistas. A Ferrari ganhou duas corridas e a Mercedes também duas. Dessa forma, as equipes estão equilibradas. E não é fácil apontar um favorito. Mas, em tese, Ferrari e Red Bull deverão ser mais agressivas. As duas escuderias estão entre as que escolheram 10 jogos de pneus ultramacios para o final de semana. A Pirelli também disponibilizou os supermacios e macios. A Mercedes, ligeiramente mais cautelosa, escolheu 9 jogos supermacios.
Se as condições meteorológicas não permitiram a quebra de recordes em Monza, a expectativa é que marcas possam cair em Cingapura. O recorde de pole pertence a Nico Rosberg, Mercedes, com 1min42s584 enquanto o recorde da prova pertence a Daniel Ricciardo, com 1min47s187. Ambas as marcas foram estabelecidas no ano passado. Este será o 10º GP de Cingapura.
Aguarda-se para Cingapura a definição do futuro da Honda na Fórmula 1. Há fortes indícios de que a Toro Rosso já teria cedido o espanhol Carlos Sainz para a Renault, compensando dessa forma a saída da fornecedora francesa. E o caminho estaria aberto para a Honda. Esse triângulo se completa com o vértice mais importante: a troca dos motores Honda por Renault, a partir de 2018, na equipe McLaren, condição básica para a renovação do contrato de Fernando Alonso. Fala-se até que Carlos Sainz poderia já substituir o inglês Jolyon Palmer a partir do GP da Malásia. Mas esse acordo parece ainda muito prematuro.