
O GP da Inglaterra começa nesta sexta-feira sob uma bateria de boatos – e também fatos concretos – que tornarão a corrida ainda mais saborosa. E, com uma inesperada humildade, o favorito da prova, Lewis Hamilton, admitiu que seu companheiro de equipe, Valtteri Bottas, está sim na briga pelo título. A corrida será no domingo, 9h (de Brasília), com transmissão pela TV Globo e Bandnews FM.
A primeira notícia importante vem da Sauber onde a escuderia escolheu o francês Frédéric Vasseur, ex-Renault, como novo chefe de equipe no lugar de Monisha Kaltenborn. Como se esperasse um pretexto, a Honda estaria cogitando de quebrar o pré-contrato com a equipe para fornecer motores a partir do ano que vem.
Outra história divulgada na Europa às vésperas do GP da Inglaterra, também em relação a Honda, dá conta de que a McLaren estaria tentando um improvável fornecimento de motores Ferrari no ano que vem, substituindo o Honda. A ideia tomou corpo depois da saída definitiva de Ron Dennis da escuderia McLaren. E seria o argumento mais forte para garantir a permanência de Fernando Alonso no ano que vem.
O GP da Inglaterra é disputado em Silverstone desde 1948. Em alguns períodos revezou com Aintree e Brands Hatch. Mas desde 1987 é o circuito exclusivo da Fórmula 1. Agora, com a quebra de cláusulas contratuais, Silverstone poderá receber a F1 pela última vez em 2018. Se confirmada a ruptura, os organizadores britânicos terão que correr atrás de um novo autódromo.
E quem pode bater Hamilton em Silverstone no domingo? Náo será fácil. Ele venceu as três últimas edições e ainda cravou a pole nas duas últimas. Ao todo, Hamilton tem quatro vitórias neste circuito que ele domina como ninguém. Será a melhor oportunidade para reduzir a diferença que o separa de Sebastian Vettel: 20 pontos. Ao lado, com desempenhos cada vez mais eficientes, corre Valtteri Bottas sempre atrás de uma situação onde não precise inverter posições com Hamilton. Se ganhar em Silverstone – já venceu na Rússia e Áustria – Bottas empata em vitórias com Hamilton e Vettel. Nada mal para quem chegou à Mercedes como segundo piloto, contratado em ritmo de desespero por causa da aposentadoria precoce e inesperada de Nico Rosberg.