Conor McGregor mira queixo de José Aldo: Quero nocauteá-lo!

McGregor quer nocaute sobre Aldo - Ana Carolina/Gazeta Press
McGregor quer nocaute sobre Aldo – Ana Carolina/Gazeta Press

O irlandês Conor McGregor pela primeira vez falou aos jornalistas sobre a lesão que o atual campeão do UFC, o brasileiro José Aldo.

Sem se importar com os fatos decorrentes nesta semana, McGregor apenas está focado em si mesmo e chegou a mostrar entendimento, sobre a lesão de Aldo.

“Faz parte dos negócios, é o que tem que ser. Estou apenas focado em mim. Estou bem fisicamente, com saúde e em forma. Apenas quero ser um melhor artista marcial.” declarou Conor que promete não se aproveitar da vantagem de poder enfrentar Aldo que está enfrentando um edema ósseo.

“Procuro seu queixo. Quero nocauteá-lo. Ele não precisa se preocupar com sua costela porque não irei atacar ali propositalmente. Temos uma luta marcada.” disse Conor que admitiu não saber se realmente vai enfrentar o brasileiro mesmo com a confirmação do UFC, acerca da luta.

“Agora eu não sei. Não estou nem aí. Eu vou estar com 65kg no dia 11 de julho e um cinturão de ouro afivelado em minha cintura.” disparou o irlandês.

O duelo marcado para o UFC 189 ainda possui riscos de não acontecer.

Caso a Comissão Atlética de Nevada impeça Aldo de lutar, o americano Chad Mendes já está de sobreaviso.

Fazendo luta principal do Áspera FC, Guilherme Carcaça fala sobre treinos fora do Brasil e dificuldades no MMA – Na luta principal do Aspera FC 21, que acontece nesta sexta-feira no ginásio do Clube Esperia, em São Paulo, um lutador que busca reabilitação na carreira depois de uma série de eventos que serviram de aprendizado. Quando muitos pensariam em desistir da carreira, Guilherme Carcaça usou a dificuldade para dar a volta por cima.

Carcaça foi mais um brasileiro que tentou a sorte nos Estados Unidos. Viveu uma grande experiência, mas não conseguiu o principal objetivo: lutar.

“Eu sempre tive vontade de treinar nos Estados Unidos, até de morar lá. Na primeira vez que fui, como córner dos irmãos Patricky e Patricio Pitbull, acabei conhecendo o (ex-UFC) Kurt Pellegrino. Fiz amizade com alguns brasileiros que moravam por perto, em New Jersey, e voltei para ficar 15 dias lá. Retornei ao Brasil para lutar, vinha de 10 vitórias seguidas, mas acabei perdendo. Isso me deixou triste e me fez pensar que eu tinha que buscar algo mais, então tive a vontade de ir para os Estados Unidos a sério”.

O período nos Estados Unidos não foi fácil. Ele teve que atravessar o país por conta de dificuldade com a neve e saiu de New Jersey, na costa leste, para São Francisco, na costa oeste. Foi lá que ele treinou com diversos astros do MMA mundial, deu aula na academia de Cesar Gracie, mas novamente não conseguiu lutar.

“No começo, eu estava hospedado longe da academia do Kurt. Como estava nevando, era muito difícil. Por intermédio do meu empresário americano, fui para São Francisco, na Califórnia. Foi quando eu treinei na academia do (peso leve do UFC) Gilbert Melendez, toda sexta-feira eu fazia sparring lá. Fiz rola com o Jake Shields, conheci o Gilbert, um cara muito legal, humilde, fiz um treino com o Nate Diaz (não pude ficar indo mais vezes lá nos irmãos Diaz porque era bem longe).

Por causa de dinheiro, dei bastante aula nos Estados Unidos, na academia do Cesar Gracie, mas não consegui lutar. Era difícil conseguir luta para mim por causa do meu cartel. Eles falavam que meu cartel era bom, que eu era faixa-preta de jiu-jítsu. A maioria dos caras lá com carteis parecidos já estão em eventos maiores como o UFC, o Bellator, o WSOF. Quando conseguia uma luta, era muito em cima da hora, tinha que perder 10 a 12 quilos em dois dias. Acabou que não consegui lutar, mas a experiência foi ótima. Para falar a verdade, só voltei para o Brasil por causa do meu filho de 3 anos”.

Carcaça tenta tirar proveito da experiência, mesmo tendo ficado quase um ano e meio fora de ação. Ele diz que o tempo que ficou em outro país o ajudou a melhorar inclusive como homem.

“Eu amadureci muito nesse período nos Estados Unidos. Cresci muito, não só como atleta, mas como ser humano, como homem. Passar um tempo longe das pessoas que você gosta, da família, estar em outro país com necessidades. Cresci como atleta e como pessoa”.

Carcaça fala sobre treinos fora do Brasil - Arquivo Pessoal
Carcaça fala sobre treinos fora do Brasil – Arquivo Pessoal

Ao retornar, sentiu na pele a dificuldade de conciliar seu sustento com a vida de atleta profissional num esporte que ainda está em fase de crescimento.

“Voltei para o Brasil e abri uma academia para poder me sustentar. Estava com luta marcada no MMA Super Heroes, mas tive que cancelar por causa das seletivas do TUF Brasil 4. Fiz a seletiva, fui pré-selecionado, mas não fui chamado pelo UFC para ir a Las Vegas (integrando o elenco final do programa). Então vi que era a hora de me preparar para voltar a lutar, já que eu estava estabelecido, estava bem. Fiz uma luta em maio (venceu no Evolution Of Fighters 9) e vou fazer a luta principal do Aspera FC 21 agora.

A gente pensa em parar de lutar. É difícil essa vida de atleta no Brasil, tem que conciliar muita coisa. Quando eu perdi depois de 10 vitórias seguidas, pensei que não conseguiria mais lutar num evento grande internacional. Fiquei desanimado”.

Ao invés de ceder às dificuldades, Carcaça juntou forças para reagir. Reuniu alguns amigos, atletas de alto nível, e fixou-se em Campinas, onde formou uma equipe que vai ganhando estrutura e vitórias.

“Eu treinava na Team Nogueira, no Rio de Janeiro, mas ficava muito complicado pela distância. Eu tenho uma equipe muito boa aqui em Campinas, tanto que o Ricardo Carcacinha já até lutou lá fora, no Legacy FC, sem precisar sair daqui, fez uma estreia boa. A gente se juntou mais, eu não fui mais para o Rio e criamos a Black Sheeps.

Trouxemos um wrestler americano, o Alex Muñoz, que treina com o campeão olímpico Kenny Monday e é sparring do Johny Hendricks – o Alex é o único cara que faz frente com o Hendricks em termos de queda. Ele dá aula todo dia de manhã para a gente, treina com a gente. Tenho o Fabio Maldonado que me ajuda sempre, o Carcacinha, que todo mundo viu a promessa que é lá no Legacy. Estamos voando” disparou.

Carcaça faz luta principal do Áspera FC em São Paulo - Ana Carolina/Gazeta Press
Carcaça faz luta principal do Áspera FC em São Paulo – Ana Carolina/Gazeta Press

Aldo sorri após confirmação de luta pelo UFC – Envolvido em toda a ppolêmica acerca de sua lesão na costela, José Aldo postou uma foto nas redes sociais.

Sorrindo, o lutador mostrou sua satisfação de poder enfrentar Conor McGregor na edição 189.

Apesar dos sorrisos, Aldo ainda vai enfrentar uma avaliação médica feita pela Comissão Atlética que pode vetar o confronto.

Sorridente, Aldo mostra alegria de poder lutar no UFC 189 - Divulgação
Sorridente, Aldo mostra alegria de poder lutar no UFC 189 – Divulgação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *