Dono de uma rápida ascensão dentro do UFC, Gilbert Durinho vem se consolidando como um dos principais representantes do Brasil na maior organização de MMA do planeta.
O niteroiense, que conquistou três vitórias desde sua estreia no torneio em julho do ano passado, estava escalado para enfrentar o norte-irlandês Norman Parke no UFC Goiânia, marcado para o dia 30 de maio, mas foi retirado do card por conta de uma lesão na costela. Apesar do contratempo, Durinho não acredita em muito tempo de afastamento, foca no duelo do companheiro Vitor Belfort pelo cinturão dos médios e vislumbra a possibilidade de encarar Serginho Moraes no segundo semestre em luta válida pela Copa Pódio, uma das principais competições de luta agarrada no país.
Motivado para retornar aos octógonos o mais rápido possível, Durinho, fez questão de explicar como aconteceu a contusão. Com dez vitórias e nenhuma derrota até o momento, o lutador diz não ter predileção por adversários futuros e disse que para chegar ao topo da categoria está preparado para enfrentar qualquer oponente.
“Quando você treina para desempenhar seu melhor em alto nível, você está sujeito a sofrer lesão. É o normal do esporte, todo mundo já passou ou passará por isso. Fiquei chateado por ficar de fora do UFC Goiânia, mas bola pra frente. Estou motivado para me recuperar o mais rápido possível, não aguento mais ficar parado. Eu amo o que eu faço, lutar é a minha vida. Em menos de um mês estarei apto para voltar aos treinamentos. Eu fico bem tranquilo em relação a quem vou enfrentar no futuro. Eu quero ser campeão e para isso tenho que enfrentar os melhores. Procuro dar um passo de cada vez. Dessa vez, um cara de nome e conhecido seria ótimo. Vou estar pronto, pois sei que ele vai ter duas pernas e dois braços”, explicou.
Em ótima fase no MMA, ele não esquece de suas raízes na luta agarrada, onde sagrou-se campeão mundial de kimono e bicampeão mundial sem kimono, e já planeja um novo duelo na modalidade. Em sua opinião, ter pela frente um adversário do nível de Serginho Moraes seria uma excelente forma de atrair ainda mais público para o torneio.
“A Copa Pódio tem sua próxima edição agendada para outubro, eu espero ser convocado. Eu sei mostrar os que os fãs de jiu-jitsu gostam, eu dou giro, vou pra cima, me movimento bem e sou finalizador. E quando você luta contra um cara como Serginho, por exemplo, o duelo flui. Ele também joga solto e com giro, os fãs querem ver isso. O Serginho tem um alto nível de jiu-jitsu, ele não foi campeão mundial na sorte. Seria uma luta eletrizante, temos características parecidas. Essa luta ainda vai atrair o público do MMA, nós estamos bem no UFC. Um combate sem kimono seria ideal”.
Além de falar sobre os próximos passos de sua carreira, Gilbert Durinho aproveitou para comentar o próximo compromisso do amigo Vitor Belfort, que disputa contra Chris Weidman o cinturão dos pesos médios (84kg) do UFC no próximo dia 23 de maio. Confiante, o atleta da Blackzilians aposta em um nocaute do companheiro de treinamentos antes do terceiro round.
“O Vitor é um leão velho, né? Ele mesmo se apelida assim. O camp dele está ótimo. O Vitor tem motivação de sobra, vai disputar seu terceiro cinturão. Ele já viveu de tudo no MMA, nada o abala. O psicológico dele é muito forte. Sabemos da qualidade do Weidman e estamos preparados. O Vitor está trabalhando em silêncio, está pagando o preço.
O leão mal pode esperar a hora de caçar. Ele já tem o nome na história do MMA, só vai provar isso mais uma vez. Ele está perto de conquistar seu terceiro cinturão, o terceiro. É muita história. Estou muito confiante e aposto num nocaute do Vitor, mas não sei em qual round. Aposto que o Weidman não sobrevive até o terceiro”, concluiu.

