
Um dos atletas mais tarimbados do jiu-jitsu mundial, o gaúcho Mário Reis viveu mais um momento de grande emoção em sua extensa carreira como lutador e técnico. Neste fim de semana, ele foi uma das figuras de destaque do Mundial Pro de Jiu-Jitsu, que aconteceu entre os dias 23 e 26 de maio, em Abu Dhabi (EAU).
Mesmo não tendo chegado a tão sonhada decisão, ele comemorou bastante a participação de seus pupilos e companheiros de treinamentos que conquistaram importantes resultados na competição.
Dono de um currículo invejável na arte suave, Mário contou que não conseguiu ter o máximo de seu desempenho por conta de algumas situações fora dos tatames. Apesar das dificuldades enfrentadas no período pré-luta, ele conseguiu chegar às fases finais utilizando sua vasta experiência.
“Achei que não lutei muito bem no torneio. Meu voo acabou atrasando em 24h, eu perdi a pesagem e cheguei em cima da competição. Eles deram uma tolerância, mas mesmo assim o prazo era muito curto. Dormi muito pouco, fiquei muito mal. Fiz um total de cinco lutas, mas logo na primeira já senti que não estava no meu estado normal. Tive que usar minha experiência para vencer as outras. Na semifinal, eu tive a oportunidade de encaixar uma chave de braço no final e fiquei na esperança de conseguir a finalização. Se tivesse raspado, teria ganho o combate”, explicou.
Se a performance dentro dos tatames não foi a desejada, fora deles o resultado obtido foi motivo de muita comemoração por parte de Mário Reis. Além de acompanhar de perto a conquista de mais um título de sua esposa Monique Elias, ele ainda teve participação efetiva nas apresentações de outros campeões do torneio.
“Apesar de não ter ficado tão satisfeito com a minha performance, fiquei muito contente no meu trabalho como treinador. Vi a minha esposa Monique Elias dar um verdadeiro show e vencer uma grande lutadora que é a Ana Laura. Ela se superou e tive o privilégio de vê-la fazendo a melhor competição de sua vida. Além dela, o Lucas Lepri também foi muito bem e mostrou que tem um jiu-jitsu inigualável.
Fiz o coach da Gabi Garcia que também foi campeã e do Nicholas Meregali que deu um show de versatilidade e talento. É um futuro campeão na faixa preta. Fiquei muito feliz com o resultado deles e acho que é disso que se faz o jiu-jitsu. Poder compartilhar isso, não tem preço”.