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31 de janeiro de 2015, Las Vegas, Estados Unidos.
Após um ano, a lenda do MMA, o brasileiro Anderson Silva fez seu retorno ao octógono mais famoso do mundo neste último sábado.
Seu oponente, foi Nick Diaz, atleta americano conhecido por provocar os adversários durante a luta e ser considerado um grande talento no peso meio médio.
O processo de retorno não foi fácil para Spider.
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Muito sofrimento, determinação e superação para voltar a fazer aquilo que Anderson cansou de repetir em diversas entrevistas para a imprensa: “Quero fazer o que eu amo, que é lutar. Isso é minha vida.” disse Spider.

O combate respondeu algumas perguntas que assombravam os fãs do brasileiro durante todo este processo de recuperação.
Será que ele vai voltar? Como vai ficar a cabeça dele? Vai ter a mesma confiança?
Anderson mostrou que o drama sofrido no UFC 168 está superado.
Muita movimentação, chutes diversos até uma tentativa de chute rodado aconteceu.
Uma exibição com confiança e principalmente: Respeito ao adversário.
Para quem não conhece Nick Diaz, pode achar que era apenas mais um que estaria ali para Anderson atropelar, só que não é bem assim.
Diaz é ex campeão do Strikeforce, sempre competindo em altíssimo nível e provou contra um dos maiores atletas de todos os tempos, o quanto bom é.
Seu boxe é um perigo para qualquer adversário na divisão e Spider sabia muito bem disso.
A estratégia foi perfeita, imitando muito Carlos Condit que também não prestou atenção nas provocações que Diaz tem costume de fazer.
Enquanto um fala, o outro ataca e vence. Foi isso que Anderson fez e venceu, mas não somente a luta.
Spider venceu seu medo interior de não conseguir fazer aquilo que sempre fez durante toda sua vida.
Suas lágrimas mostraram ao mundo que é um ser humano de sentimentos, falhas mas ao mesmo tempo com determinação para superar suas limitações e vencer as dificuldades da vida.
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Grande repercussão no país e a falta de respeito a uma lenda…
Dois momentos me chamaram a atenção neste sábado.
A luta de Anderson realmente mexeu com os ânimos do público brasileiro nas redes sociais.
Artistas, Personalidades de diversos meios de comunicação acompanhavam a luta que desta vez teve Galvão Bueno transmitindo.
Com 15 pontos de audiência sendo 21 de pico, a luta além de bater recordes no horário (o combate aconteceu as 3 da manhã no horário brasileiro), mostrou que existe a esperança e como o esporte tem potencial para atingir diversos públicos que não entendem tanto do assunto.

Galvão Bueno e Cigano ficaram duas horas, transmitindo diversas lutas de brasileiros e duas lutas entre atletas estrangeiros: Miesha Tate contra Sara McMann e Tyron Woodley que enfrentou Kelvin Gastelum.
E neste tempo, apesar de alguns erros, o ponto positivo foi que ambos procuravam ao máximo ensinar o público, os detalhes do esporte em tão pouco tempo disponível.
Mas fica a expectativa para a próxima edição do TUF Brasil 4, com Spider e Shogun, já que ainda acredito que o Brasil ainda precisa ser educado acerca do esporte, que esta etapa não venha ser atropelada por interesses comerciais.
O ponto triste foi a forma que muitos fãs lidaram com o retorno de Anderson.
Talvez pela frustração da grande expectativa que foi colocada em seus ombros neste combate.
Insinuações de que o combate estava vendido, reclamações diversas, zombarias e até comparações feitas por atletas conhecidos dizendo que o esporte está pior que lutas de telecatch (lutas combinadas).
Uma falta de respeito que Anderson não merecia.
Vaias ao atleta após o fim da luta, porque o mesmo não conseguiu acabar com o combate, contra um adversário duro e resistente como Diaz.
As pessoas se esquecem como é difícil enfrentar uma lesão tão grave como Anderson teve. E alguns não dão valor ou se esquecem da história que Spider tem no esporte.
Anderson não precisa provar mais nada. Fez sua história no mundo da luta e agora está colhendo estes frutos. Merecidamente.
Se ele vai voltar a lutar pelo cinturão, isto é uma outra conversa que podemos ter em uma nova oportunidade.
Para este que vos escreve, sou da opinião que Chris Weidman atualmente é o melhor peso médio do mundo. Provou isso duas vezes.
Anderson ainda é um dos melhores, pode fazer grandes lutas contra Vitor Belfort, Ronaldo Jacaré, Lyoto Machida, Luke Rockhold entre outros.
Não ser mais o melhor (em minha opinião), não diminui em absolutamente nada, tudo que Anderson representa e o que fez pelo MMA no Brasil.
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Muito, rídiculo a atitude do ufc dar um aposentado para erguer um pouco de grana. Anderson “Fraude” Silva. Mas uma vez mostrando o puro marketing que sempre foi.