
Após receber uma tonelada de críticas, o lutador Wanderlei Silva se pronunciou.
O lutador que protagonizou uma briga com o americano Chael Sonnen nas gravações do reality show de lutas do UFC, The Ultimate Fighter Brasil, defendeu a atitude de seu treinador, o ex lutador André Dida.
Wanderlei pediu desculpas ao público pela má impressão que a briga causou e aproveitou para justificar a atitude de Dida, que acertou socos nas costas de Sonnen durante a confusão.
“Quem tem amigo está com ele até o fim, a ação foi errada mais com a motivação certa de defender um irmão. Eu te agradeço @andredida por sua lealdade pois seria muito mais fácil não ter feito nada.
Sabemos que você agiu no calor da emoção, sem pensar, foi instinto de defesa. Nos conhecemos desde que tinha 12 anos de idade, eu era como o irmão mais velho e já passamos por muitas situações juntos.
Ficamos realmente unidos depois que você passou a ser um dos meus treinadores e lutamos juntos desde então!
As pessoas não sabem o que foi aguentar aquele cara no TUF diariamente provocando, só quem estava lá viu.
Ali foi realmente a hora que o copo transbordou, não somos a favor de nenhum tipo de violência.
Esta semana lanço um vídeo para que o pessoal entenda o contexto não apenas o fato isolado que afinal foi o cara que começou a briga.
Eu já tinha deixado pra lá… mas ele continuou provocando. Eu jamais te deixaria sozinho neste momento, estou contigo sempre @andredida.
Desculpa pessoal pela má impressão que causou.” disse Wanderlei em mensagem para os fãs nas redes sociais.
Dida se defende de acusações e alega agir por instinto
O treinador André Dida também se pronunciou. Em entrevista ao site americano MMA Fighting, Dida disse que agiu por instinto e só queria tirar Chael de cima de Wanderlei.
“Sou um treinador e tenho minha própria academia. Digo para as pessoas nunca fazerem algo assim. Minha intenção era separá-los, mas tive que fazer algo.
Agi por puro instinto. Sonnen tem uma reputação ruim no Brasil, ele fala mal de todo mundo, então, é complicado me arrepender.
Eu não podia deixar o Wanderlei naquela situação. Minha intenção era separá-los, mas vi o Sonnen tentando socar o Wanderlei e, na minha cabeça, percebi que tinha que tirar o Sonnen de lá o mais rápido possível para fazê-lo parar. Soquei o Sonnen para fazê-lo parar, mas ele não parou.
Tentaram me tirar de lá, mas eu voltei e soquei de novo. Só queria arrancar o Sonnen de cima dele.
Muitas pessoas me chamaram de covarde, mas isso não é verdade. Eu seria um covarde se não tivesse feito nada.
Eu estava vendo alguém que eu admiro desde que eu tinha 13 anos em uma situação ruim. Tinha que fazer alguma coisa.
Queria que o Sonnen se levantasse e lutasse comigo. Imagine que você está no mercado e, quando se dá conta, tem alguém em cima da sua mãe ou do seu irmão.
O seu instinto diz para você parar aquilo o mais rápido possível. E foi exatamente o que eu fiz quando vi o Sonnen tentando machucar o Wanderlei.” disse Dida.
Cigano e Belfort criticam briga de Sonnen e Wand
Os lutadores Vitor Belfort e Júnior Cigano se manifestaram acerca da briga entre Wanderlei e Sonnen.
Fazendo críticas a postura dos lutadores, os ídolos nacionais reprovaram a atitude dos atletas.
“Essa briga é totalmente negativa, não precisava ter acontecido. Eu sei que a rivalidade existe, mas isso não pode ser aceito. Ficou feio e só apareceram comentários negativos. Isso denigre a imagem do esporte.
O próprio Sonnen e o Wanderlei costumam defender o esporte e tirar a imagem de que o MMA é um esporte violento. Esse tipo de briga não pode fazer parte do esporte.
Eu gosto muito do Wanderlei. O Sonnen eu conheço pouco, mas ele é inteligente, marqueteiro. Os dois são gente boa, mas não tenho a liberdade para eu chegar a chamar a atenção deles. Com certeza, acabaria rolando uma discussão.” Disse Cigano em entrevista ao site Combate.com

As artes marciais entraram na minha vida para significar disciplina e respeito, e isso aconteceu quando eu tinha apenas 8 anos, quando comecei a praticar judô.
Vejo a responsabilidade dos meus heróis esportivos que influenciaram minha carreira e, por isso, sempre me senti na obrigação de retribuir sendo um atleta que representasse o esporte com a mesma disciplina e respeito que me ensinaram quando comecei, há quase 30 anos.
A briga de Wanderlei Silva e Chael Sonnen no programa TUF Brasil me envergonha. Primeiro, porque o MMA não é briga, é luta de pessoas preparadas dentro de um octógono. Isso é o que eu faço. Eu não brigo, eu luto. Segundo, não há mais espaço para um esporte como o MMA aceitar este comportamento quando a própria modalidade tem regras claras para atitudes antidesportivas fora dos ringues.
Terceiro e o mais importante, o MMA não pode, jamais, influenciar comportamentos onde a discussão termine em agressão como se aquilo fosse o modelo adequado de comportamento.
Milhões de jovens sofrem a violência dentro e fora da escola, a televisão não pode ser propulsora deste comportamento e menos ainda, os atletas devem representar qualquer atitude violenta por descontrole, seja lá a provocação que for.
Os lutadores de MMA devem, urgentemente, estar cientes que seu comportamento dentro e fora dos octógonos pode influenciar milhões de pessoas para o bem e para o mal. Eu escolhi influenciar para o bem porque o MMA escolheu também este caminho. Qualquer coisa fora disso já deixou de ser MMA, é briga, e isso, definitivamente, não me representa.” declarou Vitor Belfort através das redes sociais.
