Post Especial: O que um cinturão do GLORY pode mudar o cenário de lutas no Brasil…

Saulo Cavalari tem maior oportunidade de sua carreira neste sábado - Divulgação GLORY/James Law
Saulo Cavalari tem maior oportunidade de sua carreira neste sábado – Divulgação GLORY/James Law

 

Hoje, trazemos um post especial analisando detalhes que podem influenciar o cenário das lutas no Brasil.

Neste sábado na cidade de Istambul na Turquia, três brasileiros estarão presentes na décima quinta edição do GLORY, maior evento de kickboxing do mundo.

O trio curitibano formado por Saulo Cavalari, Jhonata Diniz e Jonathan Oliveira enfrentam duros desafios nesta edição.

Porém um destaque especial podemos dar a participação de Saulo que vai estar no GP de Meio Pesados (até 95 kg) da organização neste sábado.

Com três duros oponentes, Saulo disputa a semifinal contra o temido lutador holandês de origem do país da América Latina, o atleta de Suriname, Tyrone Spong.

Além dele, outros dois duros atletas também participam do torneio: O turco Gohkan Saki (que luta em casa) e o australiano Nathan Corbett.

 

Saulo, Saki, Spong e Corbett lutam pelo cinturão do GLORY - Divulgação GLORY/James Law/Scott Hirano/Ryan Loco
Saulo, Saki, Spong e Corbett lutam pelo cinturão do GLORY – Divulgação GLORY/James Law/Scott Hirano/Ryan Loco

 

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Mas a grande pergunta é: O que uma conquista de Saulo poderia mudar o cenário de lutas no Brasil?

A resposta pode ser complexa mas é importante principalmente para os atletas brasileiros.

Muitas se não todas as organizações se baseiam na popularidade e conquistas de seus atletas que se tornam astros em um futuro não muito longe.

A menos de 2 anos atrás, a americana Ronda Rousey era uma mera desconhecida do público e hoje é uma das maiores estrelas do UFC. Porém é preciso muito mais para um atleta venha se tornar uma grande celebridade.

Atualmente, muitos apenas se baseiam no UFC para falar sobre lutas mas a realidade não é assim.

Temos eventos tão competitivos como o Ultimate mas que não são notados pelo público como o WSOF, Bellator, KSW, M-1 Global, ONE FC, Invicta FC e muitos outros.

Mas para chegar em um patamar aonde o UFC chegou, não é assim tão fácil fazer.

É preciso trabalho duro e muito investimento além de grandes contatos e parceiros.

 

Conheça o GLORY:

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Isto, o GLORY tem construído aos poucos, investindo pesado em suas produções de eventos, contratando atletas de peso e prestígio no cenário internacional.

Mas porque o GLORY ainda não “explodiu” no Brasil? Seria porque não possui um Anderson Silva ou um Vitor Belfort, Rodrigo Minotauro, Cigano, José Aldo entre outros. Indiretamente sim.

Campeões acabam ajudando o evento a se tornar popular no país mas também é preciso destacar a força da mídia e das redes de televisão.

Poucas mídias se interessam pelo evento que hoje é considerado o maior do mundo no segmento (o que não é o caso deste blog). Talvez até por não conhecer a fundo o mesmo.

Porém esta situação pode mudar neste sábado…

 

Campeão do GP de Meio Pesados vai faturar prêmio de 200 mil dólares, quase 450 mil reais - Divulgação GLORY/James Law/Scott Hirano/Ryan Loco
Campeão do GP de Meio Pesados vai faturar prêmio de 200 mil dólares, quase 450 mil reais – Divulgação GLORY/James Law/Scott Hirano/Ryan Loco

 

Saulo tem a oportunidade que o mesmo espera a 14 anos, de se consagrar como o campeão mundial do maior evento de lutas em pé do mundo.

Ter um brasileiro campeão pode ser o requisito ideal para a organização acreditar no mercado brasileiro e apostar ainda mais como já vem acreditando em nossos lutadores.

Temos vários nomes no evento como Anderson “Braddock” Silva, Jhonata Diniz, Alex Pereira, Danilo Zanolini, Ewerton Teixeira, Thiago Michel, Jonathan Oliveira, Fabiano Cyclone…

 

Anderson "Braddock" Silva é um dos grandes nomes do país no GLORY - Crédito: Takao Murai
Anderson “Braddock” Silva é um dos grandes nomes do país no GLORY – Crédito: Takao Murai

 

E ter Saulo como campeão iria além de aumentar a visibilidade dos brasileiros no evento, tanto no Brasil como no exterior.

O GLORY que já possui parceria com a emissora carioca Esporte Interativo pode usar deste aliado para realizar edições no país e com isso dar muitas oportunidades a vários atletas que já brilham em eventos nacionais como o WGP Kickboxing.

 

Alex Pereira brilhou na última edição do GLORY em Zagreb - Divulgação GLORY/James Law
Alex Pereira brilhou na última edição do GLORY em Zagreb – Divulgação GLORY/James Law

 

Jhonata (esquerda) espera mostrar sua agressividade contra Gerges neste sábado - Divulgação GLORY/James Law
Jhonata Diniz (esquerda) é um dos atletas da nova geração brasileira no GLORY – Divulgação GLORY/James Law

Ter o GLORY como uma opção além do UFC não iria afetar em nada os negócios da organização americana. Pelo contrário. Aumentaria o investimento e interesse das empresas, criando mais oportunidades para eventos nacionais.

Acredito que iria ajudar a desafogar a demanda que o UFC possui, já que o mesmo está sendo obrigado a demitir atletas porque não consegue suportar o grande número de atletas que existe atualmente.

Falando em negócio, o GLORY é muito atraente para a televisão, um evento muito bem produzido que se atenta a vários detalhes que apenas o UFC se preocupava.

O evento tem grandes planos no futuro mas seu aprendizado com os últimos eventos que sucumbiram por falta de planejamento e controle financeiro (PRIDE, Elite XC, It´s Showtime, Strikeforce, Affliction…) fazem a organização ter prudência.

Apostando em grandes mercados como a Europa, os Estados Unidos e o Japão, o GLORY aos poucos está conquistando territórios e os números provam isto.

Sua audiência na televisão americana vem realizando um grande arrancada nas últimas quatro edições sendo que na última em Zagreb, conseguiu um aumento de 38%, já atingindo marcas somente conquistadas pelo Bellator, única organização de lutas do canal americano Spike TV além do GLORY.

Lembrando que o Bellator realiza eventos quase semanais e já passou de 100 edições e o GLORY tem apenas 14 realizadas.

Porém a missão de Saulo não será fácil. O brasileiro tem duas lutas duras pela frente e caso consiga conquistar o título será com muito mérito porque todos os lutadores do torneio tem números impressionantes.

Saulo é considerado pela maioria esmagadora como a maior zebra do evento, muitos fãs já cogitam uma revanche na final entre Saki e Spong.

E somente ele vai poder lidar com este grande desafio, mostrando que possa vir a ser campeão.

Um título que pode não só mudar sua vida mas contribuir para que o esporte tenha mais visibilidade ainda no país.

 

Conheça Saulo Cavalari:

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