Especial UFC Natal – Contando com ajuda de Júnior Cigano, Francimar Bodão aprova duelo contra estreante e quer usar ‘fator casa’ em Natal

Francimar Bodão (direita) quer segunda vitória no UFC - Alexandre Loureiro/Inovafoto
Francimar Bodão (direita) quer segunda vitória no UFC – Alexandre Loureiro/Inovafoto

 

Após estrear com vitória no UFC, na terceira edição do evento no Rio de Janeiro, em agosto de 2013, Francimar Bodão volta ao octógono em busca de firmar seu nome entre os pesos-pesados (até 120kg) da organização. O atleta da Nova União dará as “boas-vindas” ao alemão Hans Stringer, estreante no maior evento de MMA do mundo, no primeiro duelo do card preliminar do UFC Fight Night 39, dia 23 de março, em Natal (RN).

Os dois lutadores raramente deixam as lutas nas mãos dos juízes, prometendo um belo “abre-alas” para o evento. Em 19 lutas, Bodão soma 16 vitórias, sendo oito por nocaute e seis por finalização, enquanto Stringer acumula 29 combates, com 21 triunfos, nove deles por nocaute e oito por submissão.

“Acho que vai casar o jogo, porque é um cara aceita a trocação, me sinto bem trocando. Gosto de lutar em cima, mas a gente sempre tem algo novo para tentar colocar em prática. É imprimir o jogo de sempre, tentando melhorar ainda mais a parte de chão, que pode ser um diferencial para vencer”, prevê.

Até chegar ao UFC, Stringer, de 26 anos, lutou somente em eventos na Europa, mas sua última apresentação foi nos Estados Unidos, pelo WSOF, em outubro de 2013, com um empate. Esta será a segunda vez que o alemão encara um brasileiro: em 2006, em sua segunda luta como profissional, perdeu para Igor Araújo. Oito anos mais velho que o adversário, Bodão também acumula experiência internacional, com duas apresentações na Jordânia, e tem o diferencial de já ter estado dentro do octógono uma vez.

“Estar em eventos na Holanda, Polônia e Alemanha mostra que tem um bom nível. Apesar dele ainda não ter uma experiência no UFC, ele luta fora de casa, pode vir como um franco-atirador e isso é um perigo, já que tem mãos pesadas e um bom poder de nocaute”, adianta.

No início da carreira, Francimar Bodão viajou pelo Brasil para atuar nas principais praças do país, mas Natal não esteve no roteiro. Agora, depois de estrear no Rio de Janeiro, o peso-pesado vai lutar na cidade onde seus companheiros de Nova União Renan Barão, Jussier Formiga e Ronny Markes – estes dois últimos também no card – deram os primeiros passos no esporte.

“Na minha estreia, pude ver como é lutar em casa, mas para essa agora está outra coisa, por ter tantos companheiros de treino lutando juntos. Nós nos ajudamos muito no camp”, revela o lutador, acrescentando mais vantagens em lutar em casa. “Uma das melhores coisas de atuar no Brasil, além da torcida, é o fator de não ter fuso horário, a alimentação estar certinha e quando acaba a luta, você já está no seu país. Acho que esses fatores nos ajudam bastante na hora do combate”.

Além de poder fazer praticamente o mesmo camp que Ronny Markes, Bodão também contou com a presença de Junior Cigano em boa parte de seus treinamentos. O ex-campeão peso pesado do UFC se mudou para o Rio de Janeiro no último mês e passou a treinar na Nova União, motivando ainda mais os “grandões” da academia.

“Treinar com um atleta do nível do Cigano é demais, melhor impossível. Para muita gente ainda não caiu a ficha dele estar treinando aqui e poder nos ajudar. Ele já lutou contra os melhores, tem uma grande experiência e muita coisa para passar para todos. O Cigano não alivia em treino nenhum e isso é ótimo (risos). Estou tirando o máximo que posso dessa convivência”, conta.

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