Participante do TUF Brasil, Luis Besouro promete honrar luta livre no UFC e projeta peso leve

Lutador estréia contra japonês no UFC - Divulgação MKS Combate Gear
Lutador estréia contra japonês no UFC – Divulgação MKS Combate Gear

 

A participação de Luiz Besouro na segunda temporada do reality show The Ultimate Fighter Brasil impressionou os executivos do UFC e lhe rendeu contrato com a organização mesmo sem chegar às finais – ele teve de deixar a casa por conta de uma lesão na mão direita. Na última sexta-feira, 29 de novembro, o Ultimate, enfim, confirmou a estreia do atleta, para o dia 4 de janeiro, diante do japonês Kiichi Kunimoto, no UFC Fight Night 34, em Cingapura.

“Estava esperando essa oportunidade ansiosamente. Achei que fosse estrear em Jaraguá do Sul (SC), em fevereiro, mas o Cromado (Márcio, líder da RFT, academia de Besouro) me ligou perguntando sobre adiantar minha estreia contra esse japonês. Como estou me sentindo bem, treinando firme desde que me recuperei da lesão na mão, atendi a um pedido do UFC e vejo que essa chance chegou na hora certa”, vibra o lutador.

Kiichi Kunimoto também faz sua primeira luta pelo Ultimate, carregando consigo cartel de 15 vitórias e cinco derrotas, além de dois empates e um No Contest (sem resultado). Atento ao seu adversário, Besouro já sabe quais sãos os perigos que ele pode lhe trazer, especialmente no chão – o japonês tem oito triunfos por finalização.

“Eu já o conhecia, sei que ele é oriundo do chão. Geralmente japonês luta com o coração, é duro, mas espero fazer uma grande luta. Acredito que ele troque um pouco e tente me derrubar. Ele não tem a mão alinhada, não é tão mais alto do que eu e considero um bom combate para mim. Quero ser o primeiro representante da luta livre a ganhar no UFC e realizar esse antigo sonho. A hora é essa e vou com tudo para cima”, garante.

Ex-integrantes do TUF Brasil normalmente estreiam em território nacional, salvo poucas exceções. Besouro, no entanto, terá uma experiência diferente, e apesar de não ter a torcida presente o incentivando, se apoia na busca por uma condição financeira melhor para a família para entrar com ainda mais fome de vitória. Antes de ser patrocinado pela MKS Combat Gear e assinar com o Ultimate, o atleta conciliava os treinos com a profissão de mototaxi, para sustentar seus três filhos.

“Ainda sou pobre, então não estou podendo escolher nada, nem onde lutar, nem contra quem lutar. Tem muita gente esperando essa estreia, principalmente meus companheiros de treino e minha família, que me apoiam muito. Espero trazer essa vitória para eles”, comenta.

O carioca da RFT atualmente compete na categoria dos meio-médios (até 77kg). No entanto, já planeja a mudança de divisão. “Essa minha luta vai ser 77kg, mas será a última. Ano que vem, depois de estrear, vou baixar para os leves (70kg), e considero que nessa nova categoria eu serei ainda mais forte”, revela. “Mas agora meu foco é fazer a melhor luta do evento e começar minha carreira no UFC com o pé direito, retribuindo a confiança de me colocarem no card principal”.

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