
O brasileiro Júnior Cigano está revivendo uma nova sensação.
Após ser campeão do UFC em 2011 com um nocaute contra Cain Velasquez, o mesmo adversário que o venceu um ano depois em dezembro de 2012, Cigano revive o mesmo momento de dois anos atrás.
Considerado o azarão para a edição que acontece neste sábado em Houston nos Estados Unidos, após ser dominado por Cain durante cinco rounds no UFC 155, Cigano não perde a confiança.
Em entrevista ao site Combate.com, o lutador falou a respeito do desafio e como está se sentindo em ser novamente o azarão, depois de conquistar e perder o cinturão.
“O Cain Velásquez agora é o campeão, mas eu assisto muito às lutas dele, estudo o que ele tenta fazer e o que ele não tenta, e não quer dizer que tudo o que ele vai tentar fazer vai funcionar. Ele pode estar treinando o que quiser.
Agora, se vai funcionar, é outra história. Hoje em dia tem muitos “entendidos” de luta. A gente está vendo aí os “experts” de luta, e isso não existe, principalmente no MMA.
Você entra lá, você nunca sabe o que vai acontecer. Às vezes em um piscar de olhos a luta muda completamente.” criticou Cigano que está procurando se preparar da melhor maneira possível.
“Desde a última luta eu já senti uma diferença grande. São coisas e detalhes que até no início do camp te fazem pensar: “Poxa, eu estou gastando dinheiro com esses caras e eles não fazem nada”.
Você fica com receio, mas depois, conforme o camp vai passando e você precisa realmente de um resultado desse, aí você vê a resposta e a importância de ter um cara desses ao seu lado.
Então, eu tenho um fisiologista que me acompanha sempre agora e estou fazendo um trabalho mais completo e mais profissional também.
Tem aquela coisa de “vai que você precisa ser homem, precisa resistir mais”, “vai que você não vai morrer de cansaço”, e não existe isso.
Eu sempre treinei assim e agora estou sabendo a cada treino o quanto posso puxar, se estou livre para puxar um treino bem duro ou se tenho que dar uma segurada.
Então, nesse camp agora, até porque eu tive o “over training” na minha última luta com o Velásquez, as respostas que tive foram muito boas, e o fisiologista foi extremamente necessário.
Até porque, em alguns momentos, ele falou que eu tinha que segurar.
Em alguns dias eu tive que ficar o dia todo sem fazer nada, só relaxar, descansar, fazer massagem, porque o corpo estava respondendo que os treinos estavam exagerados.
Então essa preocupação é, sim, muito importante.” revelou o lutador que se sente muito motivado para o grande desafio.
“Para mim, esta luta é motivação pura. Estou me sentindo muito bem. A nossa confiança vem do treinamento, de quando você consegue treinar bem.
Eu já fiz uns treinos aqui em Houston e estou me sentindo bem. E é isso que eu peço a Deus, para que chegue o momento e não aconteça o que aconteceu da última vez, quando me deu um branco e eu não sabia o que fazer.
E foi exatamente isso que aconteceu. Eu dei muito espaço para ele. Então peço para que eu possa mostrar um pouco de tudo o que eu treinei.
Tanto ele quanto eu temos tudo para fazer uma grande luta. Ele, pelo estilo agressivo de buscar o duelo o tempo todo, e eu, porque acredito que posso nocautear qualquer um no mundo.
Vou para isso de novo e sempre vou entrar nas minhas lutas pensando assim.” completou o lutador.